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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um Natal sem Jesus


Estamos a exatamente um mês de uma das comemorações mais relevantes e marcantes do ano – o Natal. Nesta época do ano parece que tudo fica mais divertido e belo. Viagens, visita de parentes, presentes trocados... Tudo gira ao redor do homem e para o homem.  Até a religião, que deve nos levar a contemplar a Deus, tem se desenvolvido mais de forma antropocêntrica e cheia de humanismo do que teocêntrica. Esta é a atmosfera natalina mais comum em nossos dias.

Pensando nisso, gostaria de propor uma reflexão sobre um Natal sem a figura mais importante: Jesus Cristo. Parece-me que é o que justamente está acontecendo nos últimos anos. Numa sociedade capitalista e secularizada, não se faz qualquer referência válida sobre Jesus Cristo e Sua sagrada missão. O consumismo fez com que, até mesmo alguns crentes secularizassem o sacro. Assassinamos a ideia do nascimento dAquele que veio para que a Vida Eterna fosse conferida à todo aquele que nEle crer e também nAquele que O enviou (Jo 3.16; 5.24).

Infelizmente, as datas significativas para os cristãos vêm sofrendo descaracterizações ao longo do tempo, além de ter seus significados alterados por personagens estranhos à verdadeira fé cristã. Na Páscoa, quando deveríamos celebrar a ressurreição de Jesus Cristo, as atenções se voltam para um tal “coelho da páscoa” (?). Já na época do Natal, um personagem originado do folclore europeu denominado “papai Noel” é a figura da vez. Estes e outros ícones pagãos nos invadiram sorrateiramente e, hoje muitos de nós nos lançamos a essa onda idólatra e perversa. O Natal tem sido um Natal sem Jesus.

Este Natal pós-moderno isenta o próprio aniversariante das comemorações. Neste natal secularizado não há lugar para o Rei que se humilhou, assumindo a forma de servo e sendo obediente até a morte e morte de cruz (Fp 2.5-8). A troca de presentes, os grandes banquetes, as bebedices, as luzes, os enfeites... Tudo é para o nosso próprio deleite e satisfação. Onde está o sentido do verdadeiro Natal? Onde está a mensagem de amor e esperança que alegrou o coração dos jovens pastores de Belém, e que também deveria alegrar a todos nos dias atuais?

O verdadeiro Natal é Jesus Cristo nascendo no coração dos pecadores; é o homem se conscientizando de seu pecado e compreendendo a mensagem de amor que há dois mil anos vem sendo proclamada pelos servos do Senhor. Amado (a) leitor (a), traga Jesus Cristo para o seu Natal. Traga Jesus Cristo para o centro de sua casa. Faça dEle a pessoa mais importante de seus festejos e banquetes familiares. Não deixe de ensinar aos seus filhos, que o mais importante desta data, é a mensagem de amor e esperança que Deus Pai nos envia mediante Seu Filho Jesus Cristo.

Que neste Natal nós não percamos o foco da comemoração e honremos o verdadeiro homenageado – Jesus Cristo, nosso único e suficiente Senhor e Salvador. À Ele a honra e a glória. Amém!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Papiro que cita mulher de Jesus é falsificação, segundo especialista



O professor Francis Watson, da Universidade de Durham, na Inglaterra, comentou sobre o papiro divulgado pela professora Karen King da Universidade de Havard, dizendo que o objeto é uma falsificação moderna, segundo reportagem do jornalThe Guardian.

Profo. Francis Watson

Watson acredita que o papiro chamado de “Evangelho da Mulher de Jesus” é uma colcha de retalhos e que todos os fragmentos de frases que aparecem no pequeno texto foram copiados do Evangelho de Tomé, tendo apenas algumas alterações. “Eu ficaria muito surpreso se não fosse uma falsificação moderna, ainda que seja possível que tenha sido composta desta forma no século 4″, diz o estudioso em um artigo publicado no dia 20 de setembro.

Sem criticar diretamente a professora King, Watson diz que o papiro foi montado por alguém que não é falante ativo da linguagem copta e que possivelmente o papiro é datado do século 4 e não do século 2 como a estudiosa de Harvard acredita.

Outros pesquisadores já haviam questionado a originalidade desse papiro que não apresenta frases completas. Francis Watson acredita que as frases estejam quebradas, pois as escritas antigas, como a copta, não usavam hífens, mas ele nota que é incomum que a ruptura que aparece no Evangelho de Tomé possa aparecer também no evangelho apresentado.

Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nossa missão como soldados é destruir idéias falsas



Por John MacArthur Jr.


Esta não é, de modo algum, a primeira vez que a guerra pela verdade se introduziu na igreja. Isso tem acontecido em todas as principais épocas da história da igreja. Batalhas pela verdade têm rugido na comunidade cristã desde os tempos dos apóstolos, quando a igreja estava apenas começando. Na realidade, o relato das Escrituras indica que os falsos mestres na igreja logo se tornaram um problema significativo e amplamente difundido aonde quer que o evangelho chegasse. Quase todas as principais epístolas do Novo Testamento abordam esse problema, de uma maneira ou de outra. O apóstolo Paulo estava sempre envolvido numa batalha contra as mentiras dos "falsos apóstolos, obreiros fraudulentos", que se transformavam em apóstolos de Cristo (2 Coríntios 11.13). Paulo disse que isso era de se esperar. Afinal de contas, essa é uma das estratégias prediletas do Maligno: "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformam em ministros de justiça" (vv.14,15).

Seria uma ingenuidade deliberada negar que isso pode acontecer em nossos tempos. De fato, isso está acontecendo em grande escala. O tempo presente não é favorável a que os cristãos flertem com o espírito da época. Não podemos ser apáticos quanto à verdade que Deus nos confiou. Nosso dever é guarda-la, proclamá-la e transmiti-la à geração seguinte (1 Timóteo 6.20,21). Nós, que amamos a Cristo e cremos na verdade incorporada nos ensinos dEle, precisamos ter plena consciência da re-alidade da batalha que ruge em nosso redor. Devemos cumprir nosso papel na guerra pela verdade, que já dura muitas eras. Temos a obrigação sagrada de participar da batalha e lutar pela fé.

Em sentido restrito, a idéia motriz por detrás do movimento da Igreja Emergente está correta: o clima atual do pós-modernismo representa realmente uma vitrine maravilhosa de oportunidades para a igreja de Jesus Cristo. A arrogância que dominava a era moderna está em suas agonias de morte. O mundo, na sua maior parte, foi apanhado em desilusão e confusão. As pessoas se sentem inseguras a respeito de quase tudo e não sabem que rumo tomar em busca da verdade.

Entretanto, a pior estratégia para ministrar o evangelho num clima assim é os cristãos imitarem a incerteza ou ecoarem o cinismo da perspectiva pós-moderna — e arrastarem a Bíblia e o evangelho para dentro dessa perspectiva. Em vez disso, precisamos afirmar, de modo contrário ao espírito desta época, que Deus falou com a maior clareza e autoridade, de modo definitivo, através de seu Filho (Hebreus 1.1,2). E temos, nas Escrituras, o registro infalível dessa mensagem (2 Pedro 1.19-21).

O pós-modernismo é simplesmente a expressão mais atual da incredulidade mundana. Seu valor essencial — uma ambivalência dúbia para com a verdade — não passa de ceticismo destilado em sua essência pura. No pós-modernismo, não existe nada virtuoso nem genuinamente humilde. Ele é uma rebelião arrogante contra a revelação divina.

De fato, a hesitação do pós-modernismo no tocante à verdade é a antítese exata da confiança ousada que, segundo as Escrituras, é o direito de família de todo crente (Efésios 3.12). Essa segurança é operada pelo próprio Espírito de Deus naqueles que crêem (1 Tessalonicenses 1.5). Precisamos valorizar essa segurança e não temer confrontar o mundo com ela.

A mensagem do evangelho, em todos os fatos que a constituem, é uma proclamação clara, específica, confiante e autorizada de que Jesus é Senhor e de que Ele dá vida eterna e abundante a todos os que crêem. Nós, que conhecemos verdadeiramente a Cristo e recebemos aquela dádiva da vida eterna, também recebemos da parte dEle uma comissão clara e específica de transmitir com ousadia a mensagem do evangelho, como embaixadores dEle. Se não demonstrarmos igualmente clareza e nitidez em nossa proclamação da mensagem, não seremos bons embaixadores.

Mas não somos meros embaixadores. Somos, ao mesmo tempo, soldados comissionados a guerrear em favor da defesa e disseminação da verdade, face aos ataques constantes contra a verdade. Somos embaixadores com uma mensagem de boas-novas para as pessoas que andam em trevas e vivem na região da sombra da morte (Isaías 9.2). E somos soldados — com ordens para destruir fortalezas ideológicas e derrubar as mentiras e enganos engendrados pelas forças do mal (2 Coríntios 10.3-5; 2 Timóteo 2.2-4).

Observe atentamente: nossa tarefa como embaixadores é levar as boas-novas às pessoas. Nossa missão como soldados é destruir idéias falsas. Devemos manter esses objetivos no seu devido lugar; não temos o direito de declarar guerra contra as próprias pessoas, nem de entrar em relacionamentos diplomáticos com idéias anti-cristãs. Nossa guerra não é contra a carne e o sangue (Efésios 6.12); nosso dever como embaixadores não nos permite transigir com qualquer tipo de filosofia humana, engano religioso ou outro tipo de mentira nem a nos alinhar com alguma delas (Colossenses 2.8).

Se parece difícil manter essas duas tarefas em equilíbrio e na pers-pectiva adequada, isso acontece porque elas são realmente difíceis.

Judas certamente entendeu isso. O Espírito Santo o inspirou a escrever a sua breve epístola a pessoas que estavam lutando com essas mesmas questões. Contudo, ele as exortou a batalharem diligentemente pela fé, contra toda falsidade, ao mesmo tempo que faziam tudo que lhes era possível para livrarem almas da destruição: arrebatando-as "do fogo... detestando até a roupa contaminada pela carne" (Judas v.23).

Somos, portanto, embaixadores e soldados; procuramos alcançar os pecadores com a verdade, ao mesmo tempo que envidamos todos os esforços para destruir as mentiras e outras formas de mal que os mantêm na escravidão mortífera. Esse é um resumo perfeito do dever de todo cristão na guerra pela verdade.

Martinho Lutero, aquele nobre soldado do evangelho, lançou este desafio diante dos cristãos de todas as gerações que o sucederam, ao dizer:

"Se, com a voz mais elevada e a exposição mais nítida, eu professar toda porção da verdade de Deus, mas não confessar exatamente o pormenor que o mundo e o Diabo estão atacando naquele momento, não estou confessando a Cristo, ainda que esteja professando-0 com ousadia. Onde a batalha ruge, ali é provada a lealdade do soldado. E ficar firme em todos os demais pontos do campo de batalha é mera fuga e vergonha, se o soldado falhar naquele pormenor".

Fonte: O Calvinismo



terça-feira, 31 de julho de 2012

Jesus de mentira



Por Dani Marques


Nos últimos tempos tem-se pregado nas "igrejas" muito sobre prosperidade e "fórmulas" para o fim dos problemas. E o engraçado (ou triste) é que estes mesmos pregadores usam o nome de Jesus e seus ensinamentos para justificar essas afirmações bizarras. Mas fico pensando: "Que bíblia é esta que eles usam? Será que é uma nova versão? A VMC (Versão da Mentira Conveniente)? E que Jesus é esse? Eu não o conheço.

E o pior é que multidões são arrastadas diariamente atrás dessas mentiras, e quando descobrem que essas "fórmulas mágicas", "amuletos" e "orações prontas" não funcionam, se decepcionam com Deus, que nada tem a ver com a história. E o verdadeiro evangelho, aquele que cura, transforma, renova, liberta, enriquece, nos enche de paz e alegria (tô falando de alma e espírito e não de bens materiais), tem sido manchado e envergonhado por este novo evangelho, o "evangelho da mentira"!

Dá uma olhadinha nisso:

Jesus de mentira: Se aceitar Jesus na sua vida, vai prosperar financeiramente!
Jesus de verdade: "Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Masacumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam." Mt 6.19 e 20

Jesus de mentira: Se aceitar Jesus, seus problemas vão acabar! Não haverá mais sofrimento!
Jesus de verdade: "Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições, mas tenham bom ânimo! Eu venci o mundo". Jo 16.33

Jesus de mentira: Você precisa contribuir com valor "x" para ser abençoado financeiramente!
Jesus de verdade: "Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria." 2 Cor 9.7

Jesus de mentira: Venha a casa de Deus para ser abençoado!
Jesus de verdade: "Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?" 1 Co 3.16

Jesus de mentira: Deus está aqui! Deus está ali! Venha na casa de Deus!
Jesus de verdade: "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas." At 17.24

Jesus de mentira: Para os seus pecados serem perdoados precisa fazer oração "x", em tal lugar e "y" vezes!
Jesus de verdade: "Se confessarmos a Jesus os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça." 1 Jo 1.9

Jesus de mentira: Para alcançar tal bênção, precisam insistir, determinar ou pagar uma promessa! Pois está escrito: Peçam, e lhes será dado, busquem e encontrarão, batam e a porta lhes será aberta!
Jesus de verdade - quando disse isso, Jesus estava falando do Espírito Santo e não de bens materiais: "Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual pai, entre vocês, se o filho lhe pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra? Ou se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir!" Lucas 11:9-13

Jesus de mentira: É só você declarar em voz alta que aceitou Jesus que estará salvo!
Jesus de verdade: "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhore crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo." Rm 10.9 (Não adianta nada falar se você realmente não creu)

Jesus de mentira: Para problema "x", faça uma oração para santo "x", para problema "y", amarre um fitilho o braço, para se livrar deste mal, derrame essa água santa na cabeça, para alcançar tal bênção dê tantas voltas no templo...
 Jesus de verdade: "Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." Jo 14.6. "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor". Lc 4.18,19; "...por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele, em Jesus." Ef 3.12

Só conseguimos nos achegar a Deus através de Jesus! Não precisamos de "intercessores", "amuletos", "pagamento de promessas" e afins.

Em amor, gostaria de dizer: Antes de acreditar em tudo o que dizem por aí, procure saber (estudando os Evangelhos) se o que foi dito realmente veio do Evangelho da verdade ou do evangelho de mentira! "Meu povo perece por falta de conhecimento!" Os 4.6.


Vi no Genizah.

domingo, 15 de julho de 2012

Liberalismo teológico - a causa da apostasia da Igreja



Com base na explicidade dos fatos e acontecimentos atuais, eu estimaria que a apostasia da igreja hoje é provavelmente a maior crise teológica da história da Igreja. Vivemos dias de uma apostasia universal nunca antes testemunhada. “Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele … Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição” (2 Ts 2.1-3)

Essa Crise teológica da Igreja é consequência do progresso, durante séculos, da influência da teologia liberal e seu uso da retórica grega na interpretação das Escrituras. Os teólogos liberais, diante dos mesmos paradoxos bíblicos que Paulo, o apostolo, se referia como “mistérios de Deus”, preferiram criar respostas lógicas e racionais que os satisfizessem intelectualmente se negando a aceitar as escrituras pela certeza da fé.

Um abismo chama a outro abismo. O resultado do movimento liberalista nos seminários teológicos pode ser observado nas denominações tradicionais americanas que promovem o feminismo e o aborto na sociedade, atribuem autoridade espiritual ao alcorão islâmico, apoiam casamentos gays e ordenam homossexuais ao pastorado, promovem o ecumenismo e são favoráveis, em nome da paz no mundo, à criação de uma religião universal.

A evidência de que o foi a influência do liberalismo teológico a causa da apostasia na igreja está nos dados dessas pesquisas abaixo:

Levantamento feito e concluído pelo sociólogo Jeffrey Hadden entre os pastores nos EUA. Nessa pesquisa dez mil pastores protestantes foram questionados. A pesquisa foi feita em Maio de 1982 (7.441 dos pastores participaram) Os resultados foram publicados em 1998 (1).

1. A Bíblia é a Palavra inspirada e inerrante de Deus?
67% dos Batistas Americanos* disseram: Não
82% dos Presbiterianos* disseram: Não
87% dos Metodistas disseram: Não
95% de Episcopais disseram: Não

* Há duas Convenções Batistas nos EUA. Os Batistas do Sul (conservadores) e os
Batistas Americanos (liberais).

* NOTA MINHA: Nos EUA existem diversos ramos de presbiterianismo, sendo que a PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América) é a ramificação liberal entre elas. As demais (PCA - Igreja Presbiteriana da América; EPC - Igreja Presbiteriana Evangélica; e PCO - Igreja Presbiteriana Ortodoxa) são conservadoras e reformadas. Por ser a PCUSA a ramificação mais antiga e, até então, a maior, os dados se referem a ela.

2. Jesus nasceu de uma virgem? (3)
Batistas Americanos 34% disseram: Não
Episcopais 44% disseram: Não
Presbiterianos 49% disseram: Não
Metodistas 60% disseram: Não
Luteranos** 19% disseram: Não

** Há duas convenções luteranas nos EUA. A Igreja Luterana (liberais) e a Igreja Luterana do Missouri (conservadores)

3. Jesus era o filho de Deus?
Diante do receio dos pastores em responder a essa pergunta os pesquisadores concederam anônimato às suas denominações. O resultado liberado foi que mais de 80% dos ministros da Igreja Batista Americana, Episcopal, Presbiteriana, Metodista e Luterana responderam que “Não acreditam que Jesus era o filho de Deus” sem no entanto especificar percentagens.

4. Você acredita na ressurreição física de Jesus?
Luteranos: 13% disseram: Não
Presbiterianos: 30% disseram: Não
Batista Americana: 33% disseram: Não
Episcopais: 35% disseram: Não
Metodistas: 51% disseram: Não

Em 2002 outra sondagem (2) feita entre os clérigos da Igreja Anglicana descobriu que 27% não acreditavam no nascimento virginal de Jesus. Os pesquisadores relataram: “… um desses pastores anglicanos em Hampshire foi típico ao afirmar: 'Não há nada de especial no nascimento de Jesus ou na sua infância, mas sua vida adulta foi extraordinária'…"

John Roberts, porta-voz da Lord’s Day Observance Society, disse: “Se você retirar o nascimento virginal de Jesus, melhor então retirar toda a mensagem cristã. O milagre da fé cristã é que Deus se encarnou e habitou entre nós. Se você perde esse milagre, você perder a ressurreição e tudo mais”.

Em uma pesquisa feita pela Harris Polls em 1998 com alunos das 16 principais faculdades e seminários evangélicos nos EUA, mais de 50% dos seminaristas entrevistados, disseram que a Bíblia não deve ser tomada literalmente em matéria de ciência e história. Mais de 30% dos estudantes de teologia disseram que há salvação fora de Jesus Cristo. (6) Em 1999 uma pesquisa feita com padres católicos, sacerdotes anglicanos, protestantes e pastores no Reino Unido revelou que 25% não acreditam no nascimento virginal de Jesus. No entanto 97% do mesmo grupo não acreditam que o mundo foi criado em seis dias, e 80% não acreditam na existência literal de Adão e Eva.

A posição do povo é diferente dos teólogos liberais e as denominações dirigidas por eles: (5)
Segundo Princeton Survey Research Associates em pesquisas realizadas em 2004, cerca de 79% dos americanos adultos acreditam no nascimento virginal 67% acreditam que a história bíblica do nascimento de Jesus, que envolve o nascimento de uma virgem, anjos, pastores, a estrela, magos, é historicamente precisa. Apenas 24% disseram que a história bíblica “é uma invenção teológica escrita para afirmar a fé em Jesus Cristo.”

Em 2007 o Grupo Barna em pesquisa apontou que 75% dos americanos acreditam que Jesus nasceu de uma virgem. 53% de pessoas sem igreja e 15% de e agnósticos também acreditam no nascimento virginal de Jesus. Mesmo entre aqueles que se descrevem como a liberais em questões políticas e sociais, 60% acreditam no nascimento virginal.

A corrupção vem do Norte e também de cima. O movimento teológico liberal no Brasil é perpetuado no discurso de teólogos, professores de seminários, escritores e líderes de influência que estão saindo do armário encorajados tanto pelo liberalismo americano quanto pela onda da engenharia social no mundo. Estes líderes tem como público alvo gente cansada da igreja evangélica atual e sutilmente apresentam o liberalismo teológico como solução para o extremos do neopentecostalismo e a teologia da prosperidade. Ninguém se deixe enganar, pois nesse caso o antídoto é mais letal que o veneno.

Texto de Wesley Moreira, publicado no Púlpito Cristão

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O cristão é um cético



Muitas pessoas confundem fé, crença e religiosidade. Costumam dizer que o Brasil é um país religioso, de crenças muito fortes e presentes no dia-a-dia das pessoas. É verdade. O Brasil é um país onde é possível identificar inúmeras crenças e propostas religiosas. E, tudo isso num convívio pacífico e tolerante. Devido ao testemunho negativo de muitos fiéis religiosos outros preferem se declarar ateus ou sem religião. O que não significa que essas pessoas estejam livres da religiosidade. Afinal, todos acabam encontrando a sua própria maneira de enxergar algum sentido para aquilo que não compreendem racionalmente. Dentre o povo mais cético eu destacaria os cristãos. 

O cristão não acredita na força de simpatias, nas previsões do horóscopo e nem na força dos trabalhos feitos nas encruzilhadas. O seguidor de Jesus Cristo não é adepto da crença que se baseia na numerologia, astrologia e teosofismo. O cristão é descrente quanto a existência da reencarnação, da necessidade de boas obras para a salvação, da mediação de santos entre o ser humano e Deus. Os cristãos são céticos com relação às benzeduras, poderes de gurus espirituais e das visões oferecidas por tarôs, búzios e leituras de mãos. Um cristão não acredita no azar da sexta-feira treze, não se importa em passar debaixo de escadas e nem fica perturbado após quebrar um espelho ou cruzar com um gato preto. Cristãos não acreditam na necessidade de terem que agradar a Deus com correntes, campanhas e dízimos para serem merecedores das bênçãos de Deus. A fé cristã não vive dependente de ritos, amuletos, passes e despachos para cultivar o relacionamento com Deus. Os verdadeiros cristãos não vivem na dependência de líderes que se acham mais próximos de Deus, que se julgam detentores de orações fortes e autorizados a abençoar ou amaldiçoar em nome de Deus. 


Os cristãos que cultivam um espírito aprendiz, humilde e aberto sabem que Deus está acima de todas as carências e neuroses humanas. Por isso, são livres para agir em amor e misericórdia. Livres para seguir os ensinamentos de Cristo sem muletas religiosas. Nossas ‘muletas’ são o próprio Cristo. E, não importa se nossa fé é forte ou vacilante. Em Cristo temos liberdade até para duvidar, expor nossos questionamentos, abrir o coração. E mesmo que passemos por crises tamanhas que nos façam duvidar da própria existência de Deus por vezes, ainda assim, Ele não duvidará. Assim como o sol continua a brilhar num dia de nuvens escuras e pesadas, Deus não deixa de ser Deus por maiores que sejam as tempestades em meu coração. Quanto mais céticos formos, mais reconheceremos a nossa dependência de Deus! E, ao mesmo tempo, mais livres seremos!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pode um cristão evangélico participar de festas juninas?



Estamos no mês de junho e, é muito comum, nessa época do ano, a realização de diversas festas religiosas em homenagem aos "santos" venerados no catolicismo romano. A realização de festas alusivas à vida rural é uma tradição brasileira e, atrai um grande número de pessoas, inclusive, cristãos evangélicos.

Em meio a isto, surge a pergunta: Um cristão protestante pode participar de festas juninas? Biblicamente não há nenhum respaldo para participação de um crente em tais festas, uma vez que elas remetem tanto à idolatria quanto a ambientes onde o uso de substâncias ilícitas é um dos seus carros chefes.

A Bíblia não prescreve nenhuma festa ligada aos profetas ou apóstolos, muito menos a nenhum ser humano canonizado pela Igreja. Em toda Escritura, não há espaço para a crença em santos mediadores e, muito menos, para a organização de festas em homenagens aos tais. Segundo as Escrituras “há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). Essa é a posição defendida pela maioria dos evangélicos conservadores e tradicionais.

Aqui é recomendável lembrar as palavras do apóstolo Paulo: Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo. Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo. Considerai o Israel segundo a carne; não é certo que aqueles que se alimentam dos sacrifícios são participantes do altar? Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele? (1Co 10.14-22).

Um dos fatos a destacar é que, no texto em questão, Paulo trata da participação dos cristãos em refeições realizadas em meio a rituais pagãos. Sua convicção é que a idolatria produz uma ligação espiritual, um vínculo com os demônios. Para o apóstolo, o problema não era que os crentes se sujeitavam a algum tipo de opressão demoníaca quando comiam coisas ligadas aos ídolos, mas que, ao fazerem isso, depreciavam sua comunhão com Deus, na Santa Ceia, ou seja, agiam de modo inconsistente com a aliança, e, deste modo, provocavam o “zelo” do Senhor (1Co 10.18-22).

Isso pode ser transposto à questão das festas juninas por meio dos seguintes argumentos:

1.   A veneração aos santos da ICAR, por ferir as recomendação de Ex 20.3-6 e 1Tm 2.5, é idolatria.

2.   As festas juninas, são ligadas à veneração aos "santos" romanistas, portanto, são idólatras.

3.   O cristão, de acordo com 2Co 10.14, deve fugir da idolatria.

4.   Assim sendo, o cristão deve fugir das festas juninas.

Os pais crentes devem impedir que seus filhos participem dos festejos juninos de sua escola, explicando-os as razões pelas quais ela não participará da festa. É mais instrutivo, bíblico e edificante. Pensemos primeiramente nos valores do Reino de Deus, e não nos nossos próprios (1Co 10.24).

Deixo claro aqui que, não sou contra comer bolo de milho, canjica, ou pé-de-moleque. Gosto de batata-doce assada na brasa e me delicio com um bom curau e uma música caipira de raiz. Deus deixou coisas boas para nos alegrarmos nesta vida. Desfrutemos dessas coisas, porém, fora do contexto de festas caipiras nos meses de junho e julho. Não porque tais iguarias sejam pecaminosas em si, mas para evitar associações indesejáveis e causarmos confusão e escândalo.

Somos livres para participar de festas juninas? Não. A liberdade que Cristo nos deu não significa que podemos pecar deliberadamente. Ao participarmos de tais festas, nos ligamos em idolatria e negamos aquilo que o Senhor nos tornou: Povo de propriedade exclusiva dEle (1Pe 2.9). 

O ideal para todo cristão é que ele fortaleça sua identidade cristã, bíblica e protestante, desvinculando-se de qualquer aparência do mal (1Ts 5.22).

sábado, 2 de junho de 2012

Jesus odeia religião? Mesmo?


Há algum tempo vem surgindo no meio evangélico, uma certa "aversão" à religião. Não são poucos aqueles que tem se levantado com discursos e incursos anti-religiosos. Recentemente, um vídeo de um jovem americano causou frisson nas redes sociais. Um jovem membro da famosa mega-igreja Mars Hill Church, do polêmico pastor Mark Driscoll, afirma "Why I hate religion, butt love Jesus" (Por que eu odeio religião, mas amo Jesus), e sai apontando os inúmeros erros de pessoas religiosas.

Veja o vídeo abaixo:


Eu, realmente acho perigoso este tipo de pensamento. Ele revela revolta, insatisfação e desconhecimento (ou seria descaso ou indiferença?) da verdadeira religião cristã. É claro que, existem pessoas incoerentes no meio religiosos, como existem em todos os seguimentos da sociedade. Não deveria ser assim, mas é, infelizmente. Onde houver o ser humano, ali estará também a imperfeição.


Acredito, também, que os sistemas religiosos não são infalíveis, no entanto, as eventuais falhas não podem descredibilizá-la a ponto de cristãos protestantes afirmarem que a odeiam. Devemos odiar o pecado em si. Não odiamos nossa família, a despeito de, nela existir o pecado; não odiamos nossos entes queridos, a despeito de serem eles pecadores. Logo, não devemos odiar nossa religião, ainda que ela tenha seus desacertos.


Particularmente, amo Jesus Cristo e amo a religião que ele deixou para nós. Uma religião fundamentada no amor e na graça. Uma religião que possui coerência e responsabilidade. Uma religião que oferece ao invés de tomar para si. Uma religião de princípios estabelecidos pelo próprio Deus, para que, cumprindo-os, tenhamos vida tranquila e abençoada. Uma religião que ensina o serviço e a humildade. Uma religião que preza pelo cuidado e carinho com crianças, viúvas e idosos. Uma religião que ensina fidelidade cúltica ao Senhor, e matrimonial ao cônjuge. Eu amo a Cristo, mas também amo esta religião.


Hoje, o Dr. Augustus Nicodemus postou um texto muito esclarecedor sobre o tema em seu blog. Após a sua breve leitura, creio que aqueles que são conduzidos pelo pensamento modernista da total rejeição da religião, pensem melhor a respeito de tais conceitos.

Leia o texto do Dr. Augustus:

Jesus odeia religião? Mesmo?

Eu acho que frases de efeito como "Jesus é maior do que religião", ou ainda "Jesus odeia religião", ou mesmo "Eu sigo a Jesus; cristianismo é religião" não ajudam muito. Elas precisam de algumas definições para fazer sentido.

(1) A religião que Jesus "odiou" foi o judaísmo legalista e farisaico de sua época, que era uma DISTORÇÃO da religião que Deus havia revelado a Israel e pela qual os profetas tanto lutaram. Logo, não se pode dizer que Jesus é contra a religião em si, mas contra aquelas que são legalistas, meritórias e contrárias à palavra de Deus;

(2) Jesus participou daquilo que era certo na religião de seus dias: foi circuncidado, aceitou ser batizado por João, foi ao templo nas festas religiosas, orou, deu esmolas, mandou gente que ele curou mostrar-se ao sacerdote;

(3) Seus seguidores, os apóstolos, logo se organizaram em comunidades, elegeram líderes, elaboraram declarações de fé, escreveram livros que virariam Escritura, recolhiam ofertas, tinham locais (casas) para se reunir - ou seja, tudo que uma religião tem. Logo, não devíamos dizer que o cristianismo não é uma religião;

(4) É verdade que o Cristianismo através dos séculos se corrompeu em muitos lugares e épocas. Mas, todas as vezes em que isto ocorreu, deixou de ser a religião verdadeira para ser uma religião falsa. Portanto o correto é dizer que Jesus odeia o legalismo religioso, inclusive dentro do cristianismo. Mas é injusto e falso colocar Jesus contra toda e qualquer forma de cristianismo.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus, em O tempora! O mores!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

“Nós ainda adoramos a ídolos como dinheiro, poder e posses”, afirma Billy Graham



Segundo uma pesquisa divulgada este ano, o evangelista Billy Graham é considerado um dos homens mais admirados dos Estados Unidos. Por causa dos problemas de saúde, aos 92 anos ele não faz mais as cruzadas evangelísticas que o tornaram mundialmente famoso. Entregou a direção do seu ministério ao filho, Franklin Graham, e há algum tempo a Associação Billy Graham adotou a internet como seu instrumento principal de proclamação do evangelho.

Porém, Billy continua ativo na obra e tem vários artigos reproduzidos em diferentes jornais dos Estados Unidos. Em uma coluna do jornal Chicago Tribune esta semana, ele respondeu a um leitor sobre o que pensa sobre a chamada teologia da prosperidade que é o foco central de muitas igrejas. Sua resposta foi:

Não podemos nos curvar aos ídolos feitos de pedra ou de metal, como as pessoas faziam antigamente (e algumas ainda fazem em diferentes partes do mundo). Mas isso não significa que nós [evangélicos] não temos nossos próprios “ídolos” hoje. Ou seja, temo que ainda servimos a coisas com a mesma devoção que eles tinham.

Tomemos, por exemplo, a nossa preocupação com o dinheiro e bens materiais. Isso não é necessariamente errado, é claro, pois precisamos deles para cuidar dos nossos entes queridos e termos uma vida confortável. Mas ambos podem facilmente tornar-se “ídolos” que seguimos servilmente e deixamos de lado as coisas mais importantes em nossas vidas. Em vez de servir a Deus, servimos ao dinheiro e às coisas – e elas acabam nos controlando. Lembre que Jesus advertiu: “Ninguém pode servir a dois senhores... Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mateus 6:24).

Tenho certeza que você pode pensar em várias coisas que se tornaram ídolos para nós. Por exemplo, o prazer, o sexo, o entretenimento, o prestígio social, a beleza ou o poder. Contudo, a verdadeira questão é esta: A que a “ídolos” servimos? O que temos colocado em nossa vida no lugar que pertence somente a Deus? A Bíblia diz: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 João 5:21).

Certifique-se de seu compromisso com Jesus Cristo, e procure segui-Lo todos os dias. Não se deixe influenciar pelos falsos valores e objetivos deste mundo, mas coloque Cristo e Sua vontade em primeiro lugar em tudo que você faz.

Fonte: Gospel Prime, traduzido e adaptado de Chicago Tribune
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Billy Graham continua brilhante. A despeito da idade avançada, ele continua lúcido e muito perspicaz em relação ao Cristianismo atual. Sua análise é simples, direta e verdadeira. Que Deus o continue abençoando.
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