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sexta-feira, 12 de abril de 2013

10 razões pelas quais nossos jovens deixam a Igreja



Todos nós sabemos quem eles são: as crianças criadas na igreja. Eram as estrelas do grupo de jovens. Talvez tenham cantado na equipe de louvor ou lideraram o culto. E então… eles terminam o ensino médio e saem da igreja. O que aconteceu?

Isso parece acontecer com tanta frequência que eu quis descobrir mais sobre isso, falar com esses jovens e obter algumas respostas honestas. Eu trabalho em uma cidade principalmente universitária, cheia de jovens em seus 20 anos. Grande parte deles foram criados em típicas igrejas evangélicas. Quase todos eles saíram da igreja sem intenção de voltar. Eu gasto algum tempo com eles e é preciso muito pouco para fazê-los desabafar, e eu fico feliz em ouvir. Então, depois de muitas horas gastas em cafeterias e depois de pagar alguns almoços, aqui temos os pensamentos mais comuns obtidos através dezenas de conversas. Espero que alguns deles te façam ficar com raiva. Não com a mensagem, mas com o fracasso do nossa substituição pragmática do evangelho da cruz pelo evangelho da glória americanizado. Isso não é um texto negativo de “paulada na igreja”. Eu amo a igreja, e quero ver o evangelicalismo Americano se voltar ao Evangelho de arrependimento e fé em Cristo para o perdão de pecados; não apenas como algo na página “em que cremos” do nosso website, mas como o cerne do que pregamos dos nossos púlpitos para as nossas crianças, nossos jovens e nossos adultos.

Os fatos
As estatísticas [N.T.: referentes aos Estados Unidos, país do autor] são assustadoras: 70% dos jovens param de frequentar a igreja quando terminam o ensino médio. Quase uma década depois, cerca de metade desses retornam à igreja - metade. Pense um pouco nisso.

Não há uma forma fácil de dizer isso: a igreja evangélica americana perdeu, e está perdendo, a certamente irá continuar perdendo, NOSSOS JOVENS. Apesar de toda a conversa de “nosso melhor recurso”, “nosso tesouro”, e das multimilionárias imitações do Starbucks que construímos e das bandas de rock que tocam nelas… a igreja está deixando os jovens na mão. Terrivelmente.

top 10 de razões pelas quais estamos perdendo nossos jovens:

10. A igreja é “Relevante”
Você não leu errado, eu não disse irrelevante, eu disse RELEVANTE. Nós pegamos a fé histórica, 2 mil anos de fé antiga, a vestimos de xadrez e calças jeans skinny e tentamos vender isso como “legal” para nos nossos jovens. Isso não é legal. Isso não é moderno. O que estamos entregando é uma imitação barata do mundo que fomos chamamos para evangelizar.

Como diz o ditado, “Quando o navio está no mar, está tudo bem. Quando o mar entra no navio, aí você tem problemas”Não estou me queixando sobre “mundanismo” como um bicho-papão pietista, eu estou falando do fato que nós bocejamos por causa da leitura de um texto bíblico de 5 minutos, mas quase tropeçamos ao correr para bajular uma sub-celebridade ou atleta qualquer que faz alguma vaga referência sobre ser cristão.

Nós somos como bajuladores em potencial, apenas esperando que o mundo ache que nós somos legais também, tipo como vocês são, cara! Nossos jovens conhecem o mundo real e a nossa pose de “olhe como somos legais como você” é facilmente ridicularizada. Em nosso esforço para ser “como eles” nós nos tornamos menos do que realmente somos. O pastor de meia idade tentando parecer que tem 20 e poucos não é relevante. Vista-o com calça jeans skinny e bote na sua mão um café, não faz diferença. Isso não é relevante, é comicamente clichê. No momento em que você tenta ser “autêntico”, você não é mais autêntico!

9. Eles nunca frequentaram uma igreja, para começo de conversa
De um berçário com tema de Arca de Noé, para um painel eletrônico de estádio de futebol no acampamento das crianças, das noites de pizza aos shows de rock, muitos jovens evangélicos foram mimados em uma estufa nem-tanto-igreja, mas nem-tanto-mundo. Eles nunca se sentaram em um banco de igreja entre pais de primeira viagem com um bebê agitado e um idoso com um cilindro de oxigênio. Eles não veem o caminho completo do evangelho por todas as fases da vida. Em vez disso, nós silenciamos a mensagem, aumentamos o volume do som e agimos surpresos quando…

8. Eles ficam espertos
Não é que nossos estudantes “ficam mais espertos” quando saem de casa, o que ocorre é que alguém os trata como sendo inteligentes. Em vez do nosso emburrecimento da mensagem, os agnósticos e ateus tratam nossos jovens como inteligentes e desafiam seu intelecto com “pensamentos profundos” de questionamentos e dúvidas. Muitas dessas “dúvidas” tem sido respondidas, em grande profundidade, ao longo dos séculos de nossa fé. No entanto…

7. Nós os enviamos desarmados
Sejamos honestos, a maioria das nossas igrejas está mandando jovens ao mundo vergonhosamente ignorantes de nossa fé. Como não poderia ser assim? Nós abandonamos o ensino básico das escolas dominicais, vendemos a atitude de “menos doutrina, mais atitude” e os incentivamos a começar a busca para encontrar “o plano de Deus para a vida deles”. Sim, eu sei que nossa igreja tem uma página de “em que cremos” no nosso site, mas é isso mesmo que tem sido ensinado e reforçado no púlpito? 

Eu tenho conhecido líderes de igreja evangélica (“pastores”) que não sabem a diferença entre justificação e santificação. Já conheci membros de conselho de mega-igrejas que não sabiam o que é expiação. Quando escolhemos líderes baseados em suas habilidades de atrair e liderar pessoas ao invés de ensinar a fé com precisão… Bem, nós não ensinamos a fé. Surpreso? E em vez da fé histórica e ortodoxa…

6. Nós damos porcaria como alimento
Você deu o seu melhor para transmitir a fé interior/subjetiva que você “sente”. Você realmente, realmente, quer que eles “sintam” isso também. Mas nunca fomos chamados a evangelizar nossos sentimentos. Você não tem como passar adiante esse tipo de fé subjetiva. Sem nada sólido para basear sua fé, sem nenhum credo histórico para amarrá-los a séculos de história, sem os elementos físicos do pão, vinho e água, a fé deles está em seus sentimentos subjetivos, e quando confrontados por outras formas de se “sentir bem” propostas pela faculdade, a igreja perde para outras coisas com um apelo muito maior à nossa natureza humana. E eles encontram isso na…

5. Comunidade
Você percebeu que essa palavra está por TODO LADO na igreja desde que a igreja seeker-sensitive e outros movimentos de crescimento da igreja entraram em cena? (Há uma razão e uma filosofia motriz por trás desses movimentos que está fora do escopo desse artigo). Quando nossos jovens saem de casa, eles deixam a comunidade de manufatura na qual passaram toda a sua vida. Com a sua fé como algo que eles “fazem” em comunidade, eles logo descobrem que podem experimentar “mudança de vida” e “melhoria de vida” em “comunidade” em vários contextos diferentes.

Misture isso com uma fé pragmática e subjetiva, e a centésima edição de festa com pizza na mega-igreja local não tem como competir contra escolhas mais fáceis e mais naturalmente atraentes de outras “comunidades”. Assim, eles saem da igreja e…

4. Eles encontram sentimentos melhores
Ao invés de uma fé externa, objetiva e histórica, nós estamos dando aos nossos jovens uma fé interna e subjetiva. A igreja evangélica não está ensinando os catecismos ou os fundamentos da fé aos nossos jovens, nós estamos simplesmente incentivando-os a “serem gentis” e “amarem Jesus”

Quando eles saem de casa, percebem que podem ser “espiritualmente realizados” e ter os mesmo princípios subjetivos de auto-aperfeiçoamento (e sentimentos quentinhos) de algum guru de autoajuda, de gastar tempo com amigos ou fazendo trabalho voluntário em algum abrigo. E eles podem ser verdadeiramente autênticos, e eles podem ter essa chance porque…

3. Eles estão cansados de fingir
No melhor do “sua melhor vida agora”, “todo dia é sexta-feira” do mundo evangélico, há um pouco espaço para depressão, conflito ou dúvidas. Deixe esse semblante de chateação, ou saia daqui. Jovens que estão sendo alimentados com uma dieta estável de sermões destinado a remover qualquer coisa (ou qualquer pessoa) que pragmaticamente não obedece ao “Maravilhoso plano de Deus para a sua vida” e são forçados a sorrir e, como uma antiga música os encoraja, a “baterem palmas” para isso o tempo todo. 

Nossos jovens são espertos, muito mais espertos do que acreditamos. Então eles proclamam uma mensagem que escutei bastante desses jovens “A igreja está cheia de hipócritas”. Por quê? Porque apesar de que nunca lhes tenha sido ensinado sobre a lei ou sobre o evangelho…

2. Eles conhecem a verdade
Eles não conseguem fazer isso. Eles sabem disso. Todo aquele moralismo de “seja gentil” que eles foram ensinados? A Bíblia tem uma palavra para isso: Lei. E é disso que nós os alimentados, diretamente, desde que os deixamos no berçário da Arca de Noé: Faça/ Não Faça. Quando eles ficam mais velhos começa o “Crianças de Deus fazem/ não fazem”, e quando adultos, “faça isso ou aquilo para ter uma vida melhor”. O evangelho aparece brevemente como algum “faça isso” para “ser salvo”. Mas a dieta deles é a Lei, e a escritura nos diz que a lei nos condena. Então, sabe aquela sorridente declaração de fé “ame a Deus e ame as pessoas”? Sim, você acabou de condenar os jovens com isso. Legal, né? Ou eles pensam que são “pessoas boas”, já que não “fazem” nenhuma das coisas que a sua denominação ensina que não pode fazer (beber, fumar, dançar, assistir filmes adultos), ou eles percebem que eles não atingem as próprias palavras de Jesus sobre o que é necessário. Não há descanso nessa lei, apenas um trabalho árduo que eles sabem que não estão aptos a cumprir. Então, de qualquer forma, eles abandonam a igreja porque…

1. Eles não precisam dela
Nossos jovens são espertos. Eles entenderam a mensagem que nós ensinamos, inconscientemente. Se a igreja é simplesmente um lugar para aprender ensinamentos de vida que os leva para uma vida melhor em comunidade… Você não precisa de um Jesus crucificado para isso. Por que eles deveriam acordar cedo no domingo para ver uma imitação barata do entretenimento que eles viram na noite anterior? O pastor de meia idade tentando desesperadamente ser “relevante” para eles, seria engraçado se não fosse trágico. Como nós descartamos o evangelho, nossos estudantes nunca são atingidos pelo impacto da lei, dos seus pecados diante de Deus, e da sua necessidade desesperada da obra expiatória de Cristo. Certamente, ISSO é relevante, ISSO é autentico, e ISSO é algo que o mundo não pode oferecer.

Nós trocamos um evangelho histórico, objetivo e fiel baseado na graça de Deus dada a nós por um evangelho moderno, subjetivo e pragmático baseado em atingir nossos objetivos ao seguir estratégias de vida. Ao invés de sermos fiéis à tola simplicidade do evangelho da cruz, temos estabelecido como objetivos o “sucesso” de uma multidão crescente alcançada com esse evangelho de glória. Esse novo evangelho não salva ninguém. Nossos jovens podem marcar todos os itens de uma lista de autoajuda ou simplesmente um espiritualismo auto concebido… E eles podem fazer isso com mais sucesso pragmaticamente e em uma comunidade mais relevante. Eles saem porque, lhes dada a escolha, com a mensagem que ensinamos a eles, é a escolha mais inteligente.

Nossos jovens saem porque nós não conseguimos entregar-lhes a fé “que uma vez por todas foi entregue” à igreja. Eu gostaria que não fosse óbvio assim, mas quando eu apresento a lei e o evangelho para esses jovens, a resposta é a mesma de sempre: “eu nunca ouvi sobre isso”. Eu não sou contra entreter os jovens, nem mesmo painéis eletrônicos ou festas com pizza (apesar de que provavelmente eu seja contra caras de meia idade vestindo uma calça justa para ser “relevante”). É apenas que aquela coisa, a PRINCIPAL coisa que nos foi incumbida? Nós estamos falhando. Nós falhamos com Deus e falhamos com nossos jovens. Não deixe outro jovem sair pela porta sem ser confrontado com todo o peso da lei, e com toda a liberdade do evangelho.


Traduzido por Marianna Brandão

Fonte: iProdigo

domingo, 23 de dezembro de 2012

"This Is Christmas" - Kutless


Neste tempo natalino é mais que comum as pessoas se voltarem mais para si mesmas, abastecendo o comércio e o próprio ventre, do que se atentarem para a verdadeira mensagem e sentido que tal comemoração nos transmite. 

A banda americana de rock Kutless, nos brinda com uma belíssima canção, que nos remonta ao verdadeiro sentido do Natal. Veja o vídeo e confira a tradução.



Este é o Natal?

Você acha que é difícil dormir até à noite, descansando pelas luzes de Natal? Poderia haver algo que você esqueceu?
Além dos arcos, e viscos, a árvore com presentes embrulhados abaixo, há mais para isso do que você tinha pensado?
Será que perdeu a razão que celebramos a cada ano?

Que é o Natal? Se nunca houve um salvador envolto em uma manjedoura. Que é o Natal sem Cristo?

Lembre-se de como a história vai, dom de Deus foi envolto em panos, sob a estrela, uma grande e noite santa.
Os pastores ouviram os anjos cantar, os homens sábios trouxeram ofertas,
Paz na terra começou em Belém
Perdemos a razão que celebramos a cada ano?

Que é o Natal? Se nunca houve um salvador envolto em uma manjedoura.
O que é o Natal? Se nunca os anjos cantaram: "Glória ao rei recém-nascido?"
O que é o Natal sem Cristo?

Não haveria "gloria in excelsis Deo! Gloria in excelsis Deo!"

O que é o Natal? Se nunca houve um salvador envolto em um manjedoura. Que é o Natal sem Cristo?
Isso é Natal:
É tudo sobre o salvador envolto em uma manjedoura.
Este é Natal, por causa de Jesus Cristo!
Este é o Natal, por causa de Cristo! Por causa de Cristo!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Posso comemorar o Natal?



Introdução
Ultimamente tem se criado uma doutrina em alguns círculos cristãos em que não se pode e nem se deve celebrar o Natal. O argumento é que, as raízes da comemoração em voga, estão numa festa pagã. Além disso, eles afirmam ainda, que não se sabe exatamente em que dia e mês nasceu Jesus, logo, não se pode celebrar o dia do seu nascimento.

Pessoalmente afirmo que, para mim, o Natal sempre teve apenas um significado, (e isto desde a época que não era crente) – o nascimento de Jesus. Após convertido, essa data passou a ter um significado ainda maior, era da data em que se comemorava o nascimento do meu Redentor, Aquele que morreu pelos meus pecados. É a data em que me recordo com mais ardor, que Deus fez-se homem; o Todo-Poderoso Criador dos céus e da terra, nasceu e habitou entre nós.

Por causa de toda polêmica atual, resolvi ensinar a igreja a respeito da celebração do Natal e desfazer polêmicas acerca da data.

1.        Quando Jesus nasceu?

Nos relatos bíblicos não encontramos nenhuma referência sobre a data do nascimento de Jesus Cristo. Naquela época os calendários eram muito confusos. Os antigos calendários romanos tinham, às vezes, semanas de quinze dias e meses de dez dias, variando de acordo com a vontade do Imperador reinante. O povo em geral não conhecia as datas de nascimento, casamento ou falecimento. Não existem registros históricos a respeito de "Festas de Aniversário" na Antiguidade.

Sobre o nascimento de Jesus sabemos muito pouco. Sabe-se que Ele nasceu antes da morte de Herodes Magno (Mt 2.1; Lc 1.5) e que faleceu na primavera de 750 da era romana, quer dizer, no ano 4 antes de Cristo. Conforme estudos o ano mais provável do nascimento de Jesus é 7 ou 6 antes da era cristã.

2.        O problema da celebração e da data

Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como “Dies Natalis Invicti Solis” (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol passou a ser venerado. Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser festejado como o dia do Deus Sol.

A comemoração do Natal de Jesus Cristo surgiu de um decreto. O Papa Júlio I decretou em 350 que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável. Solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Ocorre em junho (Hemisfério Sul) e dezembro (Hemisfério Norte).

Outras curiosidades estão relacionadas ao dia 25 de dezembro. O calendário que adotamos hoje é uma forma recente de contar o tempo. Foi o Papa Gregório XIII que decretou o seu uso através da Bula Papal “Inter Gravissimus” assinada em 24/02/1582. A proposta foi formulada por Aloysius Lilius, um físico napolitano, e aprovada no Concílio de Trento (1545/1563). Nesta ocasião foi corrigido um erro na contagem do tempo, desaparecendo 11 dias do calendário. A decisão fez com que ao dia 4 de outubro de 1582 sucedesse imediatamente o dia 15 de outubro do mesmo ano. Os últimos a adotarem este calendário que usamos foram os russos em 1918.

O fato interessante desta correção é que o Solstício do Inverno foi deslocado para outra data. Dependendo do ano o início do inverno se dá entre o dia 21 e o dia 23 de dezembro. A razão fundamental para a comemoração do Nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro se perdeu com essa mudança no calendário. Mesmo assim o Natal continuou a ser comemorado no dia 25 de dezembro.

3.        A afirmação bíblica do nascimento de Jesus Cristo

As Escrituras Sagradas relatam o nascimento de Jesus nas passagens dos Evangelhos segundo Mateus e Lucas. Vejamo-las:

Mt 2.1,2: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam; Onde está o recém-nascido Rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adora-lo”.

Lc 2.8-14: “Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o se rebanho durante as vigílias da noite. E um anjo do Senhor desceu onde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém lhes disse: Não temas: eis aqui vos trago boas novas de grande alegria, que o será para todo o povo. É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e ditada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra ente os homens, a quem ele quer bem”.

Os relatos históricos de Mateus e Lucas apontam que, pastores, magos vindos do Oriente e anjos – todos estavam comemorando o nascimento de Jesus Cristo, aquele que nascera a fim de trazer salvação aos pecadores.

4.        O Natal e as afirmações confessionais reformadas

Há quem afirme que a fé reformada condena a celebração do Natal. Evidentemente, há entre os reformados, aqueles que se opõe não apenas ao Natal, mas a quaisquer outras celebrações. No entanto, também há quem as afirme. Em seu artigo “Não sou totalmente contra o Natal”, o Dr. Augustus Nicodemus afirma: Penso que a realização de um culto a Deus em gratidão pelo nascimento de Jesus Cristo nessa época do ano, como parte do calendário de ocasiões especiais da Cristandade, se encaixa no espírito cristão reformado.

Também o Dr. Solano Portela, no artigo “Calvino contra o Natal?” cita uma carta de João Calvino ao pastor da cidade de Berna, Jean Haller, de 2 de janeiro de 1551, onde o reformador escreveu: “Priusquam urbem unquam ingrederer, nullae prorsus erant feriae praeter diem Dominicum. Ex quo sum revocatus hoc temperamentum quae sivi, ut Christi natalis celebraretur” que traduzido para o português seria: “Antes da minha chamada à cidade, eles não tinham nenhuma festa exceto no dia do Senhor. Desde então eu tenho procurado moderação afim de que o nascimento de Cristo seja celebrado”.

Reconhecido por suas detalhadas pesquisas históricas e teológicas, o Dr. Hermisten Maia Pereira da Costa, professor do Seminário TeológicoPresbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e da Escola Superior de Teologia do Mackenzie, afirma que as cinco festas da Igreja Reformada eram: Natal, Sexta-Feira Santa, Páscoa, Assunção e Pentecostes.

A Confissão de Fé de Westminster , documento confessional adotado por grande parte dos presbiterianos do mundo, diz que “... são partes do ordinário culto de Deus, além dos juramentos religiosos; votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais, tudo o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo santo e religioso”. A Segunda Confissão Helvética de 1566, produzida sob supervisão de Heinrich Bullinger, discípulo de Calvino, afirma (XXIV): “Ademais, se na liberdade cristã, as igrejas celebram de modo religioso a lembrança do nascimento do Senhor, a circuncisão, a paixão, a ressurreição e Sua ascensão ao céu, bem como o envio do Espírito Santo sobre os discípulos, damos-lhes plena aprovação”. O Sínodo de Dort (1618-1619), que afirmou a ortodoxia calvinista resumida nos famosos “5 pontos”, afirmou que a Igreja Reformada deveria observar vários dias especiais do calendário cristão, inclusive o nascimento de Jesus (art. 67).

Tais afirmações de documentos confessionais reformados revelam que, no mínimo, muitos Reformados eram sim, favoráveis à celebração de datas especiais do calendário litúrgico cristão, incluindo a comemoração natalina.

5.        A razão da celebração cristã

Não é porque o mundo ocidental, principalmente, se volta para comemorar o Natal nesta época do ano que nós o fazemos. Na verdade, o nosso Natal é comemorado de uma maneira completamente diferente do mundo. Comemoramos o nascimento de Cristo todos os dias do ano – Sim, esta é a mensagem do Evangelho: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade...” (Jo 1.14). Não há um culto sequer, durante o ano, em que deixemos de louvar a Deus pela vinda de Jesus para ser o nosso Redentor.

Comemoramos o Natal com consciência de quem é Jesus e do que Ele fez por nós – Sabemos que Jesus é eterno, que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Compreendemos que o homem Jesus é a encarnação do Filho de Deus, e que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Entendemos que a vinda de Jesus ao mundo é prova do grandioso amor de Deus por nós – Comemorar o Natal é um privilégio quando lembramos que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho...” (Jo 3.16). Ao louvarmos a Deus pelo Natal de Jesus Cristo estamos, também, reconhecendo o que nEle, fomos feitos – “mas a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1.12).

Assim, o Natal não se comemora somente na 2ª quinzena de dezembro, mas durante todo o ano. Não se comemora comendo, bebendo ou comprando presentes compulsivamente. O Natal se comemora servindo a Deus, adorando, louvando ao Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ao invés de ficarmos reclamando de que esta data virou sinônimo de consumismo, devemos resgatar o verdadeiro sentido do Natal: "Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra ente os homens, a quem ele quer bem”

Feliz Natal! Que o Senhor o (a) abençoe!



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um Natal sem Jesus


Estamos a exatamente um mês de uma das comemorações mais relevantes e marcantes do ano – o Natal. Nesta época do ano parece que tudo fica mais divertido e belo. Viagens, visita de parentes, presentes trocados... Tudo gira ao redor do homem e para o homem.  Até a religião, que deve nos levar a contemplar a Deus, tem se desenvolvido mais de forma antropocêntrica e cheia de humanismo do que teocêntrica. Esta é a atmosfera natalina mais comum em nossos dias.

Pensando nisso, gostaria de propor uma reflexão sobre um Natal sem a figura mais importante: Jesus Cristo. Parece-me que é o que justamente está acontecendo nos últimos anos. Numa sociedade capitalista e secularizada, não se faz qualquer referência válida sobre Jesus Cristo e Sua sagrada missão. O consumismo fez com que, até mesmo alguns crentes secularizassem o sacro. Assassinamos a ideia do nascimento dAquele que veio para que a Vida Eterna fosse conferida à todo aquele que nEle crer e também nAquele que O enviou (Jo 3.16; 5.24).

Infelizmente, as datas significativas para os cristãos vêm sofrendo descaracterizações ao longo do tempo, além de ter seus significados alterados por personagens estranhos à verdadeira fé cristã. Na Páscoa, quando deveríamos celebrar a ressurreição de Jesus Cristo, as atenções se voltam para um tal “coelho da páscoa” (?). Já na época do Natal, um personagem originado do folclore europeu denominado “papai Noel” é a figura da vez. Estes e outros ícones pagãos nos invadiram sorrateiramente e, hoje muitos de nós nos lançamos a essa onda idólatra e perversa. O Natal tem sido um Natal sem Jesus.

Este Natal pós-moderno isenta o próprio aniversariante das comemorações. Neste natal secularizado não há lugar para o Rei que se humilhou, assumindo a forma de servo e sendo obediente até a morte e morte de cruz (Fp 2.5-8). A troca de presentes, os grandes banquetes, as bebedices, as luzes, os enfeites... Tudo é para o nosso próprio deleite e satisfação. Onde está o sentido do verdadeiro Natal? Onde está a mensagem de amor e esperança que alegrou o coração dos jovens pastores de Belém, e que também deveria alegrar a todos nos dias atuais?

O verdadeiro Natal é Jesus Cristo nascendo no coração dos pecadores; é o homem se conscientizando de seu pecado e compreendendo a mensagem de amor que há dois mil anos vem sendo proclamada pelos servos do Senhor. Amado (a) leitor (a), traga Jesus Cristo para o seu Natal. Traga Jesus Cristo para o centro de sua casa. Faça dEle a pessoa mais importante de seus festejos e banquetes familiares. Não deixe de ensinar aos seus filhos, que o mais importante desta data, é a mensagem de amor e esperança que Deus Pai nos envia mediante Seu Filho Jesus Cristo.

Que neste Natal nós não percamos o foco da comemoração e honremos o verdadeiro homenageado – Jesus Cristo, nosso único e suficiente Senhor e Salvador. À Ele a honra e a glória. Amém!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

sábado, 6 de outubro de 2012

Fé contemporânea - conquistando seguidores ao invés de discípulos


Há quem diga que, hoje, a chamada Igreja evangélica se tornou um balcão de negócios. Infelizmente, tal constatação não está fora da realidade, é claro que, com algumas boas exceções. O evangelicalismo pós-moderno, impulsionado pelo crescimento do movimento neopentecostal, tem feito com que o julgamento do mundo acerca da Igreja de Jesus seja um só: Um grupo de alienados sem cultura que são facilmente manipulados por líderes carismáticos que só querem saber de dinheiro e poder.

Para se alcançar seus sórdidos objetivos, tudo é válido, e, dentre as estratégias mais usadas, a de adaptar a mensagem de acordo com o desejo das pessoas é, sem dúvida, a mais perniciosa de todas. Seja ao gosto do líder ou dos fieis. Os cultos se tornaram apenas "reuniões" ou "encontros"; a pregação ou sermão, agora são "palestras" ou apenas "conversas". Mensagens sobre o pecado, arrependimento, 2a Vinda de Cristo, fidelidade, santificação, renúncia, abnegação e amor ao próximo não mais tem a primazia nos púlpitos. Temas e assuntos "ofensivos" devem ser evitados - eles afastam as pessoas. Campanhas bizarras, jejuns mistificados, unções das mais diversas, "encontros de avivamento", batalha espiritual sensacionalista e maniqueísta, "explosões de milagres", uso abusivo da música com forte apelo emocional, entre outras coisas, são o, de fato, atraem as pessoas e as fazem se sentir bem.

A mensagem da igreja pós-moderna é positivista, mística, humorística e biblicamente superficial. Ela fala de prosperidade financeira, saúde perfeita, sucesso profissional, confissões verbais positivas, declarações de vitória - sobre enfermidades, demônios ou tudo o mais que, porventura, se levante contra um "filho do Rei". É uma mensagem que, não poucas vezes, proporciona mais entretenimento do que promove a glória de Deus. Ela não prioriza a cruz e os verdadeiros motivos da obra de Jesus Cristo.

O evangelicalismo pós-moderno deixou de fazer discípulos, segundo a comissão dada por Jesus à Sua Igreja (Mt 28.16-20). Assim como uma rede social, ele agrega seguidores - muitos seguidores. Seguidores que estão mais interessados na satisfação de seu próprio ventre do que viverem uma vida segundo os rigorosos e difíceis ensinamentos de Jesus (Mt 8.18-22; Mc 10.21,22; Lc 9.23,24). Além disso, tanto os líderes deste movimento, quanto seus seguidores, também se esqueceram de que, segundo as Escrituras, é melhor dar do que receber (At 20.35).

Que Deus abra os olhos da Igreja nestes últimos dias. Que Ele abra, especialmente, os nossos próprios olhos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Quero ganhar o troféu promessas



Por Zé Bruno

Atenção seguidores do twitter, irmãos da Igreja e amigos do Facebook, vamos combinar uma coisa:

Eu faço de conta que não pedi nada a vocês, e vocês fazem de conta que não ouviram nada.

Vocês fazem de conta que foi iniciativa espontânea e acessam o site do Troféu Promessas. Aí vocês votam tipo 50 ou 100 vezes cada um pra fazer de conta que foram muitas pessoas diferentes que votaram em mim.

O Comitê Organizador fica satisfeito porque fez de conta que seu Troféu mobilizou votos de milhões de pessoas, e todo mundo fica feliz!

Eu faço de conta que estou ansioso pelo resultado, mesmo sabendo que outros artistas fazem o mesmo.

Não se esqueçam, todos nós estamos fazendo de conta que nada disso está acontecendo.

Vocês podem, tipo assim, fazer de conta que estão preocupados com minha ansiedade, e até podem mobilizar uma campanha de oração por mim, e Deus...bom...não posso afirmar que Deus faz de conta que ouve...mas tudo bem vai...

Aí então eu recebo o Troféu de "faz de conta", e tento fazer de conta que minha mediocridade nunca existiu.

Aliás posso concorrer com uma música americana, tipo versão em português, e receber o troféu no Brasil fazendo de conta que o compositor americano é tonto...bom...vá lá...americano é tudo tonto mesmo...

Vocês fazem de conta que ficaram espantados com a minha vitória, e fazem de conta que sou uma bênção.

Daí eu dou testemunho dizendo que Deus me honrou, fazendo de conta que eu nunca soube que tudo foi combinado, tipo Lula, e até deixo cair umas lágrimas de "faz de conta".
A Mídia Gospel faz de conta que sou um sucesso, e publica o fato, e eu faço de conta que acredito que sou incrível.

Quem sabe até um programa de auditório me convide pra mostrar o Troféu fazendo de conta que a gravadora não pagou jabá pra eu estar lá...já pensou?

Aí eu digo que até os ímpios estão reconhecendo o valor da música evangélica, e eu faço de conta que foi a minha "unção" a responsável por tal feito.

Coitado só do povo né...que consumirá o meu CD, sem saber do "faz de conta", mas tudo bem...eles são café com leite.

Meu Deus! Vai ser demais!!!!

Nós todos fazemos de conta que nosso mundico gospel é poderoso e que nosso mercado é sério.

Podemos ainda fazer de conta que isso não é idiotice.

Podemos fazer de conta que somos felizes e que isso é um avanço...

Depois fazemos de conta que foi bênção vinda dos céus, e louvamos a Deus em agradecimento, cantando minha música é claro...aquela americana que eu fiz uma versão em português pra concorrer como melhor canção gospel no Brasil, lembra?

Deus, que por sua vez não teve nenhuma participação nisso, não consegue fazer de conta que não viu nossa infantilidade... paciência...

Mas nós que vivemos no mundo de "faz de conta", fazemos de conta que tá tudo certo, afinal de contas esse reino que inventamos é o país das Maravilhas, e nós??...nós somos Alice, é lógico...quer dizer, fazemos de conta que somos, é claro.

Na premiação todos estarão lá; o Coelho branco de colete a Lagarta azul, a Duquesa, a Rainha de copas e o Gato de Cheshire.

O Chapeleiro maluco nos avisará quando for a hora do chá, e a Lebre de março e o Arganaz vão ajudá-lo no cerimonial.

Todos sabem que a Tartaruga é falsa, mas dançam assim mesmo na quadrilha da Lagosta.



Ai meu Deus...será que conseguiremos algum dia correr o risco da simplicidade?

"...difícil é viver a vida assim sem aventura, deixar ser pelo coração...se é loucura, então melhor não ter razão..."

Amigos cantores e artistas, não se ofendam com o humor ácido das palavras de um pobre maluco como eu que faz de conta que é pensador.

Se fiz mal, é fácil resolver o problema...afinal, depois de tanto "faz de conta", basta fazer de conta que eu nunca escrevi nada, e tá tudo certo.


Zé Bruno é vocalista da Banda Resgate e pastor da Casa da Rocha


O progresso espiritual é necessário



Por João Calvino

1. Não devemos insistir em uma perfeição absoluta em nossos companheiros cristãos por mais que lutemos por consegui-la nós mesmos.

Seria injusto requerermos uma perfeição evangélica antes de constatarmos se uma pessoa é verdadeiramente cristã.

Se instituíssemos uma norma de perfeição total para os cristãos, não existiria nenhuma igreja, posto que todos nós estamos muito longe de sermos verdadeiramente cristãos ideais. Afinal, teríamos que recusar a muitos que só podem fazer um progresso lento.

2. A perfeição deve ser a meta final a qual nos dirigir e o propósito supremo em nossas vidas.

Não é justo que atemos um compromisso com Deus, em que tratemos de cumprir parte de nossas obrigações omitindo outras, segundo nosso gosto e capricho.

Antes de tudo, o Senhor deseja sinceridade em Seu serviço e simplicidade de coração, sem engano nem falsidade.

Uma mente dividida está em conflito com a vida espiritual, posto que esta implica uma devoção sincera a Deus em busca de santidade e retidão.

Ninguém, nesta prisão terrena do corpo, tem suficiente força própria para seguir adiante com uma constante vigilância e cuidado. Ademais, a grande maioria dos cristãos padece de uma debilidade tal que se desviam ou se detêm em seu progresso espiritual, tendo em conseqüência avanços muito lentos e escassos.

3. Deixemos que cada um proceda de acordo com a habilidade que lhe foi dada e continue assim, a peregrinação que tem empenhado.

Não há homem tão infeliz e inapto e que, pouco a pouco, não tenha conseguido um pequeno progresso.

Não cessemos de fazer todo o possível para irmos incessantemente mais adiante no caminho do Senhor; e não nos desesperemos por causa de nossas escassas conquistas.

Ainda que não cheguemos no nível espiritual que esperamos ou desejamos, nossa labuta não está perdida se é que o dia de hoje ultrapassa em qualidade espiritual o dia de ontem.

4. A única condição para o verdadeiro progresso espiritual é a de que permaneçamos sinceros e humildes.

Mantenhamos em mente nossa meta final e avancemos sobre ela com toda nossa vontade.

Não caiamos no orgulho nem nos entreguemos às paixões pecaminosas.

Exercitemos com diligência para alcançarmos uma norma mais alta de santidade, até que tenhamos chegado ao melhor de nossa qualidade espiritual, na qual devemos persistir ao longo de nossa vida. Somente chegaremos à perfeição absoluta quando, libertos deste corpo corruptível, formos admitidos por Deus em Sua presença.


Extraído do livro de João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã (São Paulo: Novo Século, 2000), pp.25-27.
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