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domingo, 23 de dezembro de 2012

"This Is Christmas" - Kutless


Neste tempo natalino é mais que comum as pessoas se voltarem mais para si mesmas, abastecendo o comércio e o próprio ventre, do que se atentarem para a verdadeira mensagem e sentido que tal comemoração nos transmite. 

A banda americana de rock Kutless, nos brinda com uma belíssima canção, que nos remonta ao verdadeiro sentido do Natal. Veja o vídeo e confira a tradução.



Este é o Natal?

Você acha que é difícil dormir até à noite, descansando pelas luzes de Natal? Poderia haver algo que você esqueceu?
Além dos arcos, e viscos, a árvore com presentes embrulhados abaixo, há mais para isso do que você tinha pensado?
Será que perdeu a razão que celebramos a cada ano?

Que é o Natal? Se nunca houve um salvador envolto em uma manjedoura. Que é o Natal sem Cristo?

Lembre-se de como a história vai, dom de Deus foi envolto em panos, sob a estrela, uma grande e noite santa.
Os pastores ouviram os anjos cantar, os homens sábios trouxeram ofertas,
Paz na terra começou em Belém
Perdemos a razão que celebramos a cada ano?

Que é o Natal? Se nunca houve um salvador envolto em uma manjedoura.
O que é o Natal? Se nunca os anjos cantaram: "Glória ao rei recém-nascido?"
O que é o Natal sem Cristo?

Não haveria "gloria in excelsis Deo! Gloria in excelsis Deo!"

O que é o Natal? Se nunca houve um salvador envolto em um manjedoura. Que é o Natal sem Cristo?
Isso é Natal:
É tudo sobre o salvador envolto em uma manjedoura.
Este é Natal, por causa de Jesus Cristo!
Este é o Natal, por causa de Cristo! Por causa de Cristo!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Quero ganhar o troféu promessas



Por Zé Bruno

Atenção seguidores do twitter, irmãos da Igreja e amigos do Facebook, vamos combinar uma coisa:

Eu faço de conta que não pedi nada a vocês, e vocês fazem de conta que não ouviram nada.

Vocês fazem de conta que foi iniciativa espontânea e acessam o site do Troféu Promessas. Aí vocês votam tipo 50 ou 100 vezes cada um pra fazer de conta que foram muitas pessoas diferentes que votaram em mim.

O Comitê Organizador fica satisfeito porque fez de conta que seu Troféu mobilizou votos de milhões de pessoas, e todo mundo fica feliz!

Eu faço de conta que estou ansioso pelo resultado, mesmo sabendo que outros artistas fazem o mesmo.

Não se esqueçam, todos nós estamos fazendo de conta que nada disso está acontecendo.

Vocês podem, tipo assim, fazer de conta que estão preocupados com minha ansiedade, e até podem mobilizar uma campanha de oração por mim, e Deus...bom...não posso afirmar que Deus faz de conta que ouve...mas tudo bem vai...

Aí então eu recebo o Troféu de "faz de conta", e tento fazer de conta que minha mediocridade nunca existiu.

Aliás posso concorrer com uma música americana, tipo versão em português, e receber o troféu no Brasil fazendo de conta que o compositor americano é tonto...bom...vá lá...americano é tudo tonto mesmo...

Vocês fazem de conta que ficaram espantados com a minha vitória, e fazem de conta que sou uma bênção.

Daí eu dou testemunho dizendo que Deus me honrou, fazendo de conta que eu nunca soube que tudo foi combinado, tipo Lula, e até deixo cair umas lágrimas de "faz de conta".
A Mídia Gospel faz de conta que sou um sucesso, e publica o fato, e eu faço de conta que acredito que sou incrível.

Quem sabe até um programa de auditório me convide pra mostrar o Troféu fazendo de conta que a gravadora não pagou jabá pra eu estar lá...já pensou?

Aí eu digo que até os ímpios estão reconhecendo o valor da música evangélica, e eu faço de conta que foi a minha "unção" a responsável por tal feito.

Coitado só do povo né...que consumirá o meu CD, sem saber do "faz de conta", mas tudo bem...eles são café com leite.

Meu Deus! Vai ser demais!!!!

Nós todos fazemos de conta que nosso mundico gospel é poderoso e que nosso mercado é sério.

Podemos ainda fazer de conta que isso não é idiotice.

Podemos fazer de conta que somos felizes e que isso é um avanço...

Depois fazemos de conta que foi bênção vinda dos céus, e louvamos a Deus em agradecimento, cantando minha música é claro...aquela americana que eu fiz uma versão em português pra concorrer como melhor canção gospel no Brasil, lembra?

Deus, que por sua vez não teve nenhuma participação nisso, não consegue fazer de conta que não viu nossa infantilidade... paciência...

Mas nós que vivemos no mundo de "faz de conta", fazemos de conta que tá tudo certo, afinal de contas esse reino que inventamos é o país das Maravilhas, e nós??...nós somos Alice, é lógico...quer dizer, fazemos de conta que somos, é claro.

Na premiação todos estarão lá; o Coelho branco de colete a Lagarta azul, a Duquesa, a Rainha de copas e o Gato de Cheshire.

O Chapeleiro maluco nos avisará quando for a hora do chá, e a Lebre de março e o Arganaz vão ajudá-lo no cerimonial.

Todos sabem que a Tartaruga é falsa, mas dançam assim mesmo na quadrilha da Lagosta.



Ai meu Deus...será que conseguiremos algum dia correr o risco da simplicidade?

"...difícil é viver a vida assim sem aventura, deixar ser pelo coração...se é loucura, então melhor não ter razão..."

Amigos cantores e artistas, não se ofendam com o humor ácido das palavras de um pobre maluco como eu que faz de conta que é pensador.

Se fiz mal, é fácil resolver o problema...afinal, depois de tanto "faz de conta", basta fazer de conta que eu nunca escrevi nada, e tá tudo certo.


Zé Bruno é vocalista da Banda Resgate e pastor da Casa da Rocha


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Alguns conselhos para o músico cristão



Por Antognoni Misael

A história da música na igreja já passou por diversos estágios até ter se tornado o que de fato é no século XXI. Decerto esta história é bem mais antiga do que pensamos – a saber, que Deus fez uso da música desde o princípio do mundo e até hoje continua se agradando de suas variedades. Uma versão da Bíblia, em espanhol, de Casiodoro de Reino, de 1969, apresenta a seguinte redação de Ezequiel 28.13: “Teus tambores e flautas estiveram preparados para ti no dia da Tua criação”

Não obstante, a primeira citação relacionada a música nas Escrituras acontece com Jubal, filho de Lameque, tido como “o pai de todos os que tocam harpa e flauta” (Gn 4:21); outras passagens relatam sobre Moisés e o povo de Israel quando cantavam (Êx 5.1); Miriã, irmã de Arão e Moisés, que além de cantar e tocar também dançava (Êx 15.20-21); os cânticos de Davi (2Sm 22.1), e a exímia arte de compor canções, do seu filho Salomão (1Rs 4.32); Jesus cantando com seus discípulos (Mt 26.30), e o episódio de Paulo e Silas na prisão louvando ao Senhor (At 16.25).

Certamente na Bíblia não encontramos um livro ou capítulos específicos sobre música, assim como não existe nenhuma contribuição relacionada a técnica, ao sistema tonal, ritmos, harmonizações, técnica vocal, etc. Alegoricamente a Bíblica deixa implícito que há outras fontes de pesquisa, estudo e sistematização adequadas para um preparo correto e coerente para a função do músico na eclésia, visto que a música (como ciência e arte) é uma cultura mutável de acordo com etnias e lugares e seria ilógico deixar para a Igreja um padrão estético pré-moldado – sem falar que a Bíblia não é um fonógrafo.

Decerto, o que aconteceu foi um acompanhamento natural da história da música na igreja com a própria História da Música Ocidental – tratando-se, claro, de ocidente. Não precisamos de longos estudos pra entender que quando o Rock, a Balada e o Pop, (e em menor grau o Blues, Jazz, Samba, Forró, etc.) entraram definitivamente nos repertórios congregacionais das igrejas brasileira na década de 90, só assim o fizeram porque já estavam normalizados na Música do Ocidente. Isto se torna um problema na medida em que não sabemos posicionar nossos conceitos por desconhecer nosso próprio passado, tanto como igreja, quanto como músico.

Atualmente muitos dos que compõem a comissão de frente nos cultos solenes adoram serem chamados de levitas, de serem respeitados, e/ou até vistos como um “canal sagrado” de bênçãos e unções durante as ministrações. Na verdade, o que percebo de perto – como músico “deslevitado” que há 14 anos vive ecoando acordes dentro e fora da igreja – é um certo relaxamento por parte de muitos músicos e líderes envolvidos com a área.

Não há dúvidas de que é importantíssimo na vida de um músico cristão o zelo pela assídua frequência no templo, oração e leitura bíblia. Contudo ainda não é tudo! Ser músico a serviço de Deus é algo que abarca vários detalhes imprescindíveis (principalmente nos dias de hoje onde a música gospel, parece não ter nada do Gospel) para que “verdadeiro adorador” seja um adorador da Verdade.

Fiz algumas observações que considero importantes para os músicos que ministram na igreja:

1) Além de uma vida de adoração, devoção e piedade, busque se aprofundar no estudo musical. Como alguém pode dar o melhor a Deus se não busca aperfeiçoamento técnico? Saiba servir também com um bom instrumento, com belos acordes, ritmo e uma excelente afinação. Isso seria o Básico!

2) Leia bastante sobre a história da igreja e sobre história da música para que você se situe no tempo e espaço. Por exemplo, pra se ter uma idéia, foi apenas no século XVI, na Alemanha, que a igreja protestante liderada por Lutero, desenvolveu a tradição de compor hinos populares cantados em alemão na forma coral (substituindo o cantochão medieval em latim). Então após reforma, tal formato de hinos passou por um processo de “canonização” evangélica, repelindo qualquer aceitação de outras canções senão aquelas dos hinários, entendidas como “as músicas inspiradas por Deus”. O curioso é que essa tradição européia chegou até o Brasil através da colonização e resistiu, a grosso modo, incrivelmente até os idos de 1970.

3) Conheça as funções normais da música e desconstrua a ideia de que ela é sinônimo de adoração. Além de arte, Música é linguagem. Na cultura africana ela tinha uma função especifica de comunicação, o toque dos tambores serviam para um aviso ou chamamento; o que da mesma forma ocorre na ordem unida do militarismo em geral. Atualmente ela tem utilidades peculiares como fundo musical, jingle de comerciais, movimentação sonora para shoping, etc. Na igreja ela pode ser utilizada para: louvor, adoração, comunicação do evangelho, confraternização, entretenimento, casamentos, ensino, testemunho. Ou seja, é bom que o músico saiba qualificar cada música na função especifica, de forma oportuna com os momentos de culto.

4) Procure entender como surgiu a verdadeira música estilo Gospel. Com a segregação racial, no início do século XIX algumas igrejas negras (Batista, Metodista, dentre outras) desenvolveram a música Gospel, que foi resultado de uma miscelânea entre as canções de trabalho (worksong’s) entoadas pelos negros escravos, músicas folclóricas, blues and Jazz, decorrendo em características congregacionais com envolvimento alegre e emotivo entre os fieis. No Brasil, por volta dos anos 90, o Gospel surge como uma marca patenteada por um clã específico, e legitimada por vários grupos que notaram o potencial rentável do mercado evangélico. Hoje, ser “Gospel” no Brasil é ser Pop, ser Astro.

5) Procure conhecer muita música cristã para servir a igreja local com um repertório edificante. Escute VPC, Grupo Elo, Logos, Sérgio Pimenta, João Alexandre, Jorge Camargo, Bené Gomes, Adhemar, dentre tantos, e observe o que ela traz de diferente do Gospel de hoje. Sendo assim, nunca avalie uma canção pela popularidade dela, mas faça uma análise estrutural: letra, mensagem, melodia, harmonia, ritmo, respaldo bíblico. Para que a análise seja bem sucedida não esqueça de que o conhecimento teológico, crítico-musical precisam estar bem afiados.

Estes pequenos conselhos não são frutos de excesso de conhecimento, mas de uma longa aprendizagem, cheia de acertos, mas também repleta de erros. O que não podemos fazer é desistir de sermos melhores para Deus e para as pessoas. (1Co 10.31).


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Adoção - a graça que nos torna filhos de Deus


Uma das doutrinas bíblicas mais belas e emocionantes, sem dúvidas, é a doutrina da adoção. Nela, nós somos impactados com o gracioso e incondicional amor de Deus dispensado a nós. Que bênção! Louvado seja o Senhor pela maravilhosa adoção que nos foi feita através do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (conf. Rm 8; Gl 4.1-5; Ef 1). 

O status de adotado pertence a todos os que recebem Cristo (Jo 1.12
). Em Cristo e através de Cristo, Deus ama seus filhos adotivos, como ama a seu Filho unigênito, e partilhará com eles a glória que Cristo usufrui agora (Rm 8.17, 38-39). Os crentes estão sob o cuidado e disciplina paternais de Deus (Mt 6.26; Hb 12.5-11). Eles devem orar a Deus que é seu próprio Pai do céu (Mt 6.5-34), expressando desse modo o instinto filial que o Espírito Santo implantou neles (Rm 8.15-17; Gl 4.6). 

Podemos nos alegrar! Agora somos filhos de Deus! Aleluia!



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Feliz Dia Mundial do Rock!



Como não poderia deixar passar em branco, em homenagem ao bom e velho Rock, segue uma sequência de vídeos de rock gospel para a sua apreciação (sem nenhuma moderação).


Mortification - EnVisioEvangelene


Whitecross - No second chances


Bride - Would You Die For Me


Stryper - To hell with the devil

Tourniquet - Ark Of Suffering


Oficina G3 - Meus próprios meios

Banda Resgate - Todo som

Fruto Sagrado - Jimmy


Vida longa ao Rock!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Reggae do fogo - línguas (?) e muita fumaça #faleci




É comum em alguns cânticos, acontecer no dirigente de louvor ou artista, num momento de êxtase, pronunciar algumas palavras inteligíveis, que muitos afirmam ser "línguas estranhas" (e de fato, algumas são muito, mas muito estranhas mesmo!). Isto não acontece apenas nas igrejas de orientação pentecostal e neopentecostal, mas também aparece em cd's e dvd's de artistas famosos no meio cristão.

É claro que a legitimidade disso tudo é muito questionável, mas, no momento, não nos ateremos a tal discussão teológica. O que eu quero é que você, amado leitor, veja o vídeo abaixo, ouça, leia e tire as suas conclusões, com muita seriedade, serenidade e reflexão.

Confira:



Me lembrei do Pastor Metralhadora cantando mais ou menos nesse mesmo naipe. Não viu? Então clique aqui e veja logo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Rock ecumênico aproxima cristãos, judeus e muçulmanos



O grupo de heavy metal Orphaned Land tem ousado em misturar judeus e palestinos mostrando que é possível viver pacificamente. Formada por músicos israelenses a banda tem misturado instrumentos tradicionais do rock com melodias e ritmos do Oriente Médio e isso tem atraído fãs de diversos países daquela região.

As letras do grupo também tentam aproximar as religiões e são baseadas em trechos da Torá, do Novo Testamento e do Corão, apresentando uma “visão ecumênica de espiritualidade” como define o comentarista israelense Roi Ben-Yehuda.

Essa mistura tem sido tão bem aceita que em 2010 a banda Orphaned Land chegou a ser capa de uma revista de rock iraniana e seus integrantes aparecem caracterizados representando as religiões judaica, cristã e islâmica.

“Ao fazer isso, eles conseguem não apenas explorar a sensibilidade estética regional, mas também demonstrar que o povo judeu tem raízes no Oriente Médio, e que o engajamento com a globalização não necessariamente tem de levar ao abandono da cultura local”, disse o crítico.

No Facebook da banda é possível encontrar fãs de todas essas religiões e o mesmo se repete em outras redes sociais onde admiradores do rock, algo não muito comum no Oriente Médio, vindo de países como Líbano, Síria, Turquia e Irã mostram que é possível que judeus, cristãos e muçulmanos possam ter algo em comum.

Fonte: Gospel Prime, com informações Estadão

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Interpretando o movimento gospel: A vida continua



Uma plataforma para a nova geração subir e fazer a história acontecer! É o que construiu o movimento gospel; deixando um legado a ser considerado pelos novos artistas cristãos.Algumas respostas possíveis são provocadas por sua força: 

Primeiro: negação. Alguns artistas insistem em negar a existência do movimento gospel (uma imbecilidade). 

Segundo: adesão. Desconsiderando os sinais para um novo rumo ou assumindo um ofício para repetição ou renovação, alguns entram na onda gospel pois convivem bem com a ambígua figura eclesiástica-artística, evangelística-teatral (uma eterna tensão e mistura das “montanhas”: religião justificando artes e entretenimento). 

Terceiro: crítica psicótica. A doentia opinião que vê o movimento gospel como uma grande conspiração religiosa, marqueteira e catequética de grande mal gosto (uma generalização que não corresponde a realidade, por isso o adjetivo “psicótico”). 

Quarto: interpretação histórica. É plausível considerar o movimento gospel como fenômeno preparatório para o que se constrói hoje em dia: uma música brasileira de raízes cristãs.

Digo que ele prepara para o que é feito hoje em dia – tempo de simultaneidades – por alguns motivos. Um deles: o artista está cada vez mais independente do pároco, o que não quer dizer separado, mas a figura do cantor vive de rendas provenientes de estruturas artísticas, ou melhor, de engrenagens estabelecidas pelas regras do entretenimento. Precisamos dizer que antes do movimento gospel não era assim; ou o músico “vendia a alma ao diabo” cantando qualquer coisa em barzinho ou vivia rodando igrejas recebendo ofertas. Cantores cristãos do seguimento religioso, sobrevivem da bilheteria de shows, de festas religiosas organizadas por igrejas e prefeituras, da venda dos discos e não mais precisam restringir suas apresentações às famosas “oportunidades” dentro da liturgia de culto. Sendo assim, é correto prever que ao ganhar independência financeira os artistas religiosos, antes amparados pela renda da igreja local, ganhem também mobilidade.Separando melhor o show do culto, o palco do púlpito, a tensão arte/religião continua apenas no nível das ideias, ou no plano da justificativa: pois o movimento gospel continuará a defender sua arte como objeto didático-evangelístico, embora na prática grande parte do seu repertorio já é para entretenimento. Embora legalmente, o novo texto da Rouanet considere a música gospel como manifestação cultural liberada para receber investimentos de empresários, desde que seja promovida por entidades profissionais do ramo artístico. Embora alguns continuem a negar tudo isso, embora… ah!

O Gospel é um movimento que influenciou definitivamente a trilha sonora da renovação carismática, unido – ao menos esteticamente – os dois ramos principais do cristianismo brasileiro: católicos e protestantes. A canção religiosa evangélica, a centenária música sacra, sofreu imensa transformação nesses últimos 40 anos descartando temáticas tão caras a ortodoxia cristã, mas amplificando outros que permanecem tanto para artistas bem sucedidos no processo quanto para aqueles que resolveram se abster do movimento, criando outro mais restrito às igrejas históricas e círculos avessos ao barulhão da mídia. Enfim, ninguém que é crente e artista pode ignorar as transformações desse fenômeno que misturou música, religião, templo, teatro e mercado.

Mas, há um passo importante a ser dado pela nova geração: assumir completamente sua vocação artística sem mais desculpas. Pois tanto o gospel quanto os críticos dele, andam desculpando sua arte. Quem pode dizer: sou artista e ponto? A nova geração. Essa mesma que reconhece a herança do movimento e se coloca como pós-movimento, inseridos completamente no universo das artes afim de cultivar um renascimento cultural tecido na Esperança – missionais sim, panfletários não. Quem pode interpretar a hinódia cristã anterior a marca gospel? Quem pode olhar para o movimento a partir de outra perspectiva? A nova geração que foi encontrada pelo Deus da história e anda fazendo arte na liberdade que existe Naquele que nos libertou para apenas ser.

Deixa estar.

Marcos Almeida para a Ultimato

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Kulê, kulê... três porquinhos... O quê?


O Pr. Simonton Araújo é muito conhecido nos Estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Ele foi pastor presbiteriano e agora lidera a Missão Praia da Costa - uma grande igreja evangélica de orientação neopentecostal situada em Vila Velha/ES. 

O Pr. Simonton é um líder visionário e de expressão, além de ser autor de inúmeros opúsculos que trazem por tema, a ação transformadora de Deus. Mas como cantor...


Alguém explica o kulê, kulê e os três porquinhos?

domingo, 8 de abril de 2012

Pedras que clamam


Se liga na letra desta canção clássica do Black Sabbath (isso mesmo!) e veja se realmente as pedras não estão clamando.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Bob Marley aceitou Jesus e foi batizado sete meses antes de morrer


Robert Nesta Marley, ou simplesmente Bob Marley, morreu em 21 de maio de 1981. Seu pesado caixão de bronze foi levado para o topo da colina mais alta da vila Nine Mile, onde, 36 anos antes, ele havia nascido.

Juntamente com o corpo embalsamado de Marley, estavam no caixão a sua guitarra vermelha Gibson Les Paul e uma Bíblia aberta no Salmo 23. No final da cerimônia, sua viúva, Rita, jogou um pé de maconha.

O funeral foi precedido de um culto de uma hora de duração para a família e amigos íntimos na Igreja Ortodoxa Etíope da Santíssima Trindade, celebrado por Abuna Yesehaq, arcebispo da Igreja no hemisfério ocidental. Ele contou que havia batizado Marley em Nova York, em novembro do ano anterior, logo após seus últimos shows no Madison Square Garden. Seguindo a tradição etíope, Bob recebeu um novo nome durante o batismo: Berhane Selassie, ou “Luz da Trindade”.

Logo após as 11 da manhã, o culto começou com um hino anglicano, “Ó Deus, nossa ajuda em épocas passadas”, acompanhado pelos percussionistas da United Africa Band. Como a melodia do antigo hino, o arcebispo, leu passagens do Livro de João, em Ge’ez, uma antiga língua da Etiópia.

O governador-geral da Jamaica leu um trecho de 1 Coríntios: “O último inimigo a ser destruído é a morte”. A congregação cantou outro hino conhecido, “Quão Grande És Tu”. Logo depois, foi lido parte de 1 Tessalonicenses 3: “Por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé, Porque agora vivemos, se estais firmes no Senhor”.

O ritual fúnebre tipicamente cristão parece estranho para alguém que ficou mundialmente conhecido por ser seguidor do rastafarismo, seita tipicamente jamaicana que proclama Hailê Selassiê I, imperador da Etiópia, como a representação terrena de Jah (Deus). O termo rastafári tem sua origem em Ras (“príncipe” ou “cabeça”) Tafari (“da paz”) Makonnen, o nome de Selassiê antes de sua coroação.

O motivo disso é que a família de Bob Marley sabia, embora não aceitasse que o cantor recebera Jesus como seu Senhor e renegara o rastafarismo.

A jornalista Christine Thomasos do site Christian Post Austrália, cita uma entrevista de 1984 que o arcebispo Yesehaq deu ao jornal Jamaica Gleaner. “Bob era realmente um bom irmão, um filho de Deus, independentemente de como as pessoas olhavam para ele. Ele tinha o desejo de ser batizado há muito tempo, mas havia pessoas próximas a ele que tentavam controla-lo e que estavam ligadas a um ramo diferente do Rastafari. Mas ele vinha à igreja regularmente”.

De acordo com Thomasos, Yesehaq explicou que o câncer terminal de Marley foi a motivação por trás de sua conversão: “Quando ele visitou Los Angeles, Nova York e a Inglaterra, ele compartilhou sua fé ortodoxa, e muitas pessoas dessas cidades vieram à igreja por causa do Bob. Muitas pessoas pensam que ele foi batizado porque sabia que estava morrendo, mas não foi assim. Ele fez isso quando já não havia qualquer pressão sobre ele. Quando ele foi batizado, abraçou sua família e chorou, todos choraram juntos por cerca de meia hora”.

Andre Huie, do site GospelCity, escreve sobre o testemunho de Tommy Cowan, amigo íntimo de Bob Marley e esposo da cantora gospel jamaicana Carlene Davis. Cowan diz: “O que pode ser uma agradável descoberta para alguns é que Marley, pouco antes de morrer, confessou Jesus Cristo como Senhor. Em outras palavras, ele negou que Haile Selassie era Deus (como Rastas acreditam) e confessou a Jesus como o único Deus vivo e verdadeiro”.

Falando sobre o batismo de Bob Marley, Tommy disse ter ouvido o bispo descrever assim o batismo: “Em um momento ele (Bob) chorou por 45 minutos sem parar, suas lágrimas molharam o chão. O Espírito Santo desceu sobre seu corpo e ele gritou três vezes: “Jesus Cristo, Jesus, meu Salvador, Jesus Cristo”.

Fonte: Gospel Prime, traduzido e adaptado de Guardian, Christian Post e Beliefnet

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