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sábado, 6 de outubro de 2012

Fé contemporânea - conquistando seguidores ao invés de discípulos


Há quem diga que, hoje, a chamada Igreja evangélica se tornou um balcão de negócios. Infelizmente, tal constatação não está fora da realidade, é claro que, com algumas boas exceções. O evangelicalismo pós-moderno, impulsionado pelo crescimento do movimento neopentecostal, tem feito com que o julgamento do mundo acerca da Igreja de Jesus seja um só: Um grupo de alienados sem cultura que são facilmente manipulados por líderes carismáticos que só querem saber de dinheiro e poder.

Para se alcançar seus sórdidos objetivos, tudo é válido, e, dentre as estratégias mais usadas, a de adaptar a mensagem de acordo com o desejo das pessoas é, sem dúvida, a mais perniciosa de todas. Seja ao gosto do líder ou dos fieis. Os cultos se tornaram apenas "reuniões" ou "encontros"; a pregação ou sermão, agora são "palestras" ou apenas "conversas". Mensagens sobre o pecado, arrependimento, 2a Vinda de Cristo, fidelidade, santificação, renúncia, abnegação e amor ao próximo não mais tem a primazia nos púlpitos. Temas e assuntos "ofensivos" devem ser evitados - eles afastam as pessoas. Campanhas bizarras, jejuns mistificados, unções das mais diversas, "encontros de avivamento", batalha espiritual sensacionalista e maniqueísta, "explosões de milagres", uso abusivo da música com forte apelo emocional, entre outras coisas, são o, de fato, atraem as pessoas e as fazem se sentir bem.

A mensagem da igreja pós-moderna é positivista, mística, humorística e biblicamente superficial. Ela fala de prosperidade financeira, saúde perfeita, sucesso profissional, confissões verbais positivas, declarações de vitória - sobre enfermidades, demônios ou tudo o mais que, porventura, se levante contra um "filho do Rei". É uma mensagem que, não poucas vezes, proporciona mais entretenimento do que promove a glória de Deus. Ela não prioriza a cruz e os verdadeiros motivos da obra de Jesus Cristo.

O evangelicalismo pós-moderno deixou de fazer discípulos, segundo a comissão dada por Jesus à Sua Igreja (Mt 28.16-20). Assim como uma rede social, ele agrega seguidores - muitos seguidores. Seguidores que estão mais interessados na satisfação de seu próprio ventre do que viverem uma vida segundo os rigorosos e difíceis ensinamentos de Jesus (Mt 8.18-22; Mc 10.21,22; Lc 9.23,24). Além disso, tanto os líderes deste movimento, quanto seus seguidores, também se esqueceram de que, segundo as Escrituras, é melhor dar do que receber (At 20.35).

Que Deus abra os olhos da Igreja nestes últimos dias. Que Ele abra, especialmente, os nossos próprios olhos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Igreja Mundial oferece colher de pedreiro ungida por R$ 153,00


Quem acompanha os cultos da Igreja Mundial do Poder de Deus através da televisão já deve ter visto que o "apóstolo" Valdemiro Santiago está vendendo a colher de pedreiro “Prudente Construtor” por R$153,00 para ajudar na construção da Cidade Mundial.

A campanha começou no final de setembro e vai durar até o dia 12 de outubro, esse é o período para quem deseja participar da construção do novo templo (o local onde será construído não é citado no vídeo).

Ao falar sobre o objeto, Santiago brinca com os fiéis dizendo que esta colher não deve ser usada no cimento, mas para ser colocada nos projetos pessoais. “Onde você tocar vai ser abençoado”, profetizou o líder religioso.

O vídeo postado no Youtube foi editado, depois da explicação sobre a colher e de falar o valor, Valdemiro Santiago faz uma oração por aqueles que já adquiriram dizendo que estes receberão a “unção para realizar projetos”.

Vale lembrar que este é apenas mais um dos símbolos oferecidos nas campanhas da IMPD, recentemente o ministério de Valdemiro Santiago estava oferecendo a “Fronha dos Sonhos” por R$ 91. As campanhas (bizarras) anteriores foram as da meia e da toalha Sê Tu Uma Bênção e ainda o Martelo da Justiça.

Veja o vídeo com o anúncio da colher:


Com informações de Gospel Prime
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Confesso que fico impressionado com tamanha "criatividade" desses caras. Toalha, água, meia, martelo, e agora colher de pedreiro ungida. E essa tal "unção para realizar projetos"? Que raios de "unção" é essa? É algo especial para engenheiros e arquitetos? Me lembrei da tal "unção de achar" pregada pelo Pr. Gerônimo Onofre da Silveira, da Quarangular Templo dos Anjos, de BH/MG. É muita bizarrice gospel! O que ainda nos falta ver?

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Quero ganhar o troféu promessas



Por Zé Bruno

Atenção seguidores do twitter, irmãos da Igreja e amigos do Facebook, vamos combinar uma coisa:

Eu faço de conta que não pedi nada a vocês, e vocês fazem de conta que não ouviram nada.

Vocês fazem de conta que foi iniciativa espontânea e acessam o site do Troféu Promessas. Aí vocês votam tipo 50 ou 100 vezes cada um pra fazer de conta que foram muitas pessoas diferentes que votaram em mim.

O Comitê Organizador fica satisfeito porque fez de conta que seu Troféu mobilizou votos de milhões de pessoas, e todo mundo fica feliz!

Eu faço de conta que estou ansioso pelo resultado, mesmo sabendo que outros artistas fazem o mesmo.

Não se esqueçam, todos nós estamos fazendo de conta que nada disso está acontecendo.

Vocês podem, tipo assim, fazer de conta que estão preocupados com minha ansiedade, e até podem mobilizar uma campanha de oração por mim, e Deus...bom...não posso afirmar que Deus faz de conta que ouve...mas tudo bem vai...

Aí então eu recebo o Troféu de "faz de conta", e tento fazer de conta que minha mediocridade nunca existiu.

Aliás posso concorrer com uma música americana, tipo versão em português, e receber o troféu no Brasil fazendo de conta que o compositor americano é tonto...bom...vá lá...americano é tudo tonto mesmo...

Vocês fazem de conta que ficaram espantados com a minha vitória, e fazem de conta que sou uma bênção.

Daí eu dou testemunho dizendo que Deus me honrou, fazendo de conta que eu nunca soube que tudo foi combinado, tipo Lula, e até deixo cair umas lágrimas de "faz de conta".
A Mídia Gospel faz de conta que sou um sucesso, e publica o fato, e eu faço de conta que acredito que sou incrível.

Quem sabe até um programa de auditório me convide pra mostrar o Troféu fazendo de conta que a gravadora não pagou jabá pra eu estar lá...já pensou?

Aí eu digo que até os ímpios estão reconhecendo o valor da música evangélica, e eu faço de conta que foi a minha "unção" a responsável por tal feito.

Coitado só do povo né...que consumirá o meu CD, sem saber do "faz de conta", mas tudo bem...eles são café com leite.

Meu Deus! Vai ser demais!!!!

Nós todos fazemos de conta que nosso mundico gospel é poderoso e que nosso mercado é sério.

Podemos ainda fazer de conta que isso não é idiotice.

Podemos fazer de conta que somos felizes e que isso é um avanço...

Depois fazemos de conta que foi bênção vinda dos céus, e louvamos a Deus em agradecimento, cantando minha música é claro...aquela americana que eu fiz uma versão em português pra concorrer como melhor canção gospel no Brasil, lembra?

Deus, que por sua vez não teve nenhuma participação nisso, não consegue fazer de conta que não viu nossa infantilidade... paciência...

Mas nós que vivemos no mundo de "faz de conta", fazemos de conta que tá tudo certo, afinal de contas esse reino que inventamos é o país das Maravilhas, e nós??...nós somos Alice, é lógico...quer dizer, fazemos de conta que somos, é claro.

Na premiação todos estarão lá; o Coelho branco de colete a Lagarta azul, a Duquesa, a Rainha de copas e o Gato de Cheshire.

O Chapeleiro maluco nos avisará quando for a hora do chá, e a Lebre de março e o Arganaz vão ajudá-lo no cerimonial.

Todos sabem que a Tartaruga é falsa, mas dançam assim mesmo na quadrilha da Lagosta.



Ai meu Deus...será que conseguiremos algum dia correr o risco da simplicidade?

"...difícil é viver a vida assim sem aventura, deixar ser pelo coração...se é loucura, então melhor não ter razão..."

Amigos cantores e artistas, não se ofendam com o humor ácido das palavras de um pobre maluco como eu que faz de conta que é pensador.

Se fiz mal, é fácil resolver o problema...afinal, depois de tanto "faz de conta", basta fazer de conta que eu nunca escrevi nada, e tá tudo certo.


Zé Bruno é vocalista da Banda Resgate e pastor da Casa da Rocha


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gospel de rapina



Por Bispo Walter Mcalister

Soube hoje que as Igrejas Cristãs Nova Vida, da qual sou o Bispo Primaz, foram notificadas de que teriam de pagar direitos autorais pela execução de músicas de “louvor” nos seus cultos. Cada uma de nossas igrejas ficaria, assim, responsável por declarar o número de membros e a frequência aos seus cultos, para que fosse avaliado o imposto a ser pago ao Christian Copyright Licensing International (CCLI), sociedade que realiza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Por sua vez, o CCLI repassaria o valor devido aos compositores cujas músicas estão cadastradas.

São poucas as vezes em que me vejo sequestrado por um assunto do momento aqui no blog. Tenho como norma pessoal não me deixar levar pelas “últimas”. Já há bastante alvoroço em torno de assuntos efêmeros e não precisam da minha voz para somar à confusão instaurada por “notícias” e controvérsias. Não obstante essa regra que tento seguir, não posso me calar ante esse fato. Já deixei passar algumas horas até que a minha revolta se acalmasse, para que, no seu lugar, pudesse me expressar com clareza e me reportar às Escrituras como regra. Pois, em meio ao transtorno, ninguém se contém e acaba por pecar pelo excesso. Isso não quer dizer que me sinta menos convicto sobre o que tenho a dizer, mas quero realmente trazer uma perspectiva lúcida.

Comecemos pelo que constitui o direito autoral e o porquê da sua existência. Seria justo que alguém lucrasse pelo trabalho, a inspiração e a arte de outro sem que o autor da obra participasse dos lucros? Certamente que não. Cada emissora de rádio, show ou outro tipo de empreendimento com fins lucrativos deve prestar a devida parcela do seu lucro a quem ajudou a produzir essa arte.

Por outro lado, a Igreja é um empreendimento com fins lucrativos? Não – segundo a definição do próprio Estado brasileiro. Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos. Que muitos “lucram” em nome da Igreja ninguém duvida. Mas, em termos estritamente definidos pela legislação, não é um empreendimento que tenha como finalidade o lucro.

Louvar a Deus é uma atividade que gera rentabilidade? Também não. Quando cantamos ao Senhor, estamos nos expressando a Deus em sacrifício santo e agradável a Ele (se bem que não caem nesta categoria muitas das músicas que doravante serão objeto de taxação, por decreto-lei). Mas, para manter o fio da meada desta reflexão, suponhamos que as músicas adocicadas, sem fundamento em qualquer real princípio cristão, emotivas e, em alguns casos, passionais (para não dizer sensuais) sejam realmente louvor (algo que tenho tentado ensinar a nossa denominação que não são). Cantar essas músicas traz lucro para a igreja? A resposta é não. A igreja não lucra. Não há um centavo a mais caindo nas salvas porque cantamos uma música de uma dessas cantoras gospel da moda em vez de Castelo Forte. É possível fazer um culto fundamentado apenas nas músicas riquíssimas do Cantor Cristão e da Harpa Cristã (para não falar nos Vencedores por Cristo, cuja maioria das canções não recai sobre este novo decreto-lei).

Esses cantores e essas cantoras têm o apoio de empresários da fé. Homens que também lucram absurdamente às custas da boa-fé de pessoas a quem prometem uma vida de lucro pelo seu envolvimento. Não me surpreende ver a lista de “notáveis” que apoiam essa iniciativa.

Agora, esses cantores que se venderam para emissoras de televisão, que ganham fortunas nas suas turnês “gospel” e pela venda de incontáveis CDs e DVDs, não estão satisfeitos. Querem mais. Querem “enterrar os ossos”. Tornaram-se mercadores da fé, e com essa última cartada, suas máscaras caem por terra. Que máscaras? As que fazem com que acreditemos que eles realmente creem que o culto é para Deus somente. Para eles, a igreja não passa de fonte de lucro. A igreja não passa de um negócio. Sim, porque, por essa ação, afirmam não acreditar que a igreja seja uma assembleia de sacrifício. Para eles, a igreja é uma máquina de dinheiro. Sua eclesiologia é clara. Suas lágrimas de comoção são teatro. Seus gestos de mãos erguidas não passam de encenação.

A despeito do meu repúdio por esse grupo de músicos “cristãos”, fico grato a eles por uma razão. Tenho tentado ensinar a denominação que lidero a ser mais criteriosa na escolha das músicas cantadas nos cultos. Por força da popularidade desses “superastros do louvor” a pressão da juventude e dos músicos da igreja tem sido quase insuportável. Então cantam as músicas sem devocionalidade real deles e delas para o enlevo de pessoas que nem precisavam confessar Jesus para cantá-las com comoção. Graças ao mercantilismo dos tais, vou emitir uma circular para as nossas igrejas em que instruirei todas a pagar os direitos autorais devidos caso queiram insistir em usar as referidas músicas da moda em seus cultos.

Os que não querem fazer parte desse mercado de rapina receberão uma lista compreensiva de músicas que continuam sendo de domínio público, inclusive as que compus e pelas quais nunca recebi nem quero receber um centavo. Graças a Deus, são os bons e velhos hinos que têm conteúdo e substância, confissão e verdadeiro testemunho do Evangelho. Há centenas de hinos antigos que vamos tirar das prateleiras e redescobrir. Podemos aprendê-los e retrabalhá-los para torná-los atuais aos nossos dias, com arranjos interessantes. Músicas escritas por santos e não por crianças. Músicas escritas para a glória de Deus e não para lucro sórdido. Sim, falei sórdido. Pois os atuais já lucraram com o que é legítimo. Agora vão atrás do resto. É um gospel de rapina. Sinto-me na necessidade de tomar um banho, pois essa história me forçou a passear pelo lamaçal onde esses chafurdam para encher a própria barriga – que é o seu deus, afinal.

Que bom que já me acalmei, pois realmente tinha vontade de dizer muito mais.


Na paz,


+W


domingo, 26 de agosto de 2012

Igreja Mundial vende “fronha dos sonhos” por R$ 91



Depois das toalhas “Se Tu Uma Benção” e das meias e das garrafinhas de água, a Igreja Mundial do Poder de Deus está vendendo a “Fronha dos Sonhos” para que os fiéis coloquem nos travesseiros de pessoas que estejam com problemas.

Na TV o apóstolo (?) Valdemiro Santiago oferece o artigo que custa R$ 91 cada um. “Você vai vestir o travesseiro do drogado, do alcoólatra, do enfermeiro, do desempregado ou o seu”, diz ele prometendo milagres até mesmo para aqueles não conseguem dormir pensando nos problemas.

O valor da “Fronha dos Sonhos” teria dois significados, segundo o apóstolo Santiago, o primeiro deles seria uma referência ao Salmo 91, famoso por falar de proteção contra o mal. O segundo motivo é que os R$ 91 também significam as 91 colunas da nova Cidade Mundial que foi inaugurada nas últimas semanas na cidade do Rio de Janeiro.

“Qual é o seu maior sonho?”, questiona o líder religioso que oferece o produto para quem quer honrar a “obra de Deus com uma oferta simbólica” que fará com que os sonhos sejam realizados.

“Eu já sonhei muito na vida e meus sonhos se tornaram realidade e a cada dia os meus sonhos estão se tornando realidade e os seus também serão assim”, garante o líder.

Na fronha há o símbolo da IMPD e ainda a inscrição “Minha fé pelo meu maior sonho”, abaixo ainda encontramos os dizeres “Cidade Mundial”.

Assista ao bizarro vídeo:




Fonte: Gospel Prime
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Será que preciso fazer algum comentário? Acho que não. Apenas uma coisa: Quando o Blogger parar de "moagem", posto o vídeo ao invés de apenas o link. O pior é que depois ele fica chorando dizendo que é perseguido. Ah vá...


"Snif, snif... Estão me perseguindo Brasil..."


terça-feira, 21 de agosto de 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pastor afirma que Jesus tinha casa "boa", na praia


O pastor assembleiano Abílio Santana, é conhecido no meio "retété", não apenas pelo forte sotaque baiano, pelos gritos histéricos e pelas tiradas de humor duvidoso, mas também pelas muitas bobagens que fala no púlpito. 

Figura carimbada no badalado e controverso congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, que acontece anualmente em Balneário Camboriú/SC, o Pr. Abílio, além de mandar pessoas calarem a boca de lá do púlpito, também inventa das suas heresias. Uma das mais recentes foi a que se encontra no vídeo abaixo. 

Ao defender a diabólica teologia de mamon, o Pr. Abílio afirma, na maior cara de pau, que Jesus ganhou muito dinheiro quando herdou a carpintaria de José. Abílio insinua que Jesus cumpria o ofício de carpinteiro através de trabalhos miraculosos, entregando os móveis em tempo recorde. Assim, Ele enriqueceu rapidamente e usou o dinheiro para comprar uma casa "boa" na praia.

Confira a performance do Pr. Abílio e seu hermenêutica mais fajuta que nota de 3 Reais:


A gente morre e não vê de tudo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Carta de um apóstolo da prosperidade ao seu bispo



Paulinho, apóstolo pela unção do mover dos últimos dias, líder na prosperidade e na conquista, a Timmy, verdadeiro filho na obediência a tudo o que digo, e que nada tem a dizer em contrário, pois sabe que Deus fere a quem mexe com um ungido do Senhor — fé e obstinação neste ano de Elias e de Gideão, conforme a fé de Abraão, e o poder dos 318 na Fogueira Santa de Israel. 

Quando eu estava de viagem, rumo à Disney, roguei que permanecesses ainda em São Paulo para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina, nem se ocupem com sites sobre a Graça, que, antes, promovem discussões do que o serviço de nossa causa.

Ora, o intuito da presente admoestação visa levar todos ao temor e ao medo, ajudando-os a abandonarem suas próprias consciências a fim de seguirem apenas a nossa. 

Desviando-se algumas pessoas de nossa Visão de prosperidade, quebra de maldiçoes, células e moveres, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres de uma “outra Visão de Deus”, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações, dizendo que estamos contra o que Jesus ensinou.


Sabemos, porém, que a Visão é boa, se alguém dela se utiliza de modo safo, tendo em vista que não se promulga a Visão para quem é lúcido de espírito, mas sim para gente fraca, infeliz, pagã de mente, cheia de tragédias, e, sobretudo, para todos quantos não se opõe à Visão Apostólica (que se sintam culpados o suficiente para fazerem o que mandamos), segundo o mover que recebemos, e do qual fui encarregado pelos Apóstolos do Brasil.

Sou grato para com aquele que me deu a Visão, que me considerou fiel, designando-me para o ministério,da expropriação indébita e da catividade dos homens, pois, se vão dar de dinheiro para alguma coisa, que seja então para nós, em cujas mãos o dinheiro terá bom uso.
A mim, que, noutro tempo, era frio, crente, amante da Palavra, mas pobre e derrotado, me foi dada a Visão. 

Transbordou, porém, a PROPSERIDADE DE DEUS, e foi me deixando cada vez mais rico, conforme a fé de Abraão e as correntes de prosperidade que fiz. 

Fiel é a palavra de DETERMINAÇÃO e digna de toda aceitação: que nós, os da Visão Apostólica, recebemos de Jesus Cristo o poder de falar e vermos as coisas acontecerem conforme o nosso COMANDO. 

Mas, por esta mesma razão, me foi concedida a fé para prevalecer sobre os outros e ver meu ministério maior e mais poderosos, visto que de nada adianta a eternidade sem muito poder, dinheiro e fama no tempo presente.

Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos, por meio de nossa prosperidade e poder sobre os homens. Amém!

Caminho Da Graça Vitória - Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timmy, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, que é arrancar dos ímpios a grana deles, até o fim; isso mantendo a determinação, pois, essa coisa de boa consciência é para crente à antiga, não para nós, que, pela Visão, fomos postos acima dessas coisas básicas; posto que os que não fazem como nós fazemos, estarão sempre sem prosperidade ministerial e na vida pessoal. 

E dentre esses se contam Caio, Brega, Marcelo, Chico e outros; os quais entreguei a Satanás para serem castigados, a fim de não mais blasfemarem contra a Visão.

Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de correntes, de campanhas, de dias especiais de prosperidade em favor exclusivamente dos que, indo, sempre deixam dinheiro para a Visão.


Não se esqueça que nossa prioridade é conquistar o Brasil, tendo os governadores, deputados, presidentes e demais autoridades em nossas mãos; sim, todos os que se acham investidos de autoridade; para que vivamos vida rica e abastada, ainda que percamos a piedade e o respeito.

Isto é bom e aceitável diante de mim, que sou o Pai da Visão.

Ora, é meu desejo que todos os homens sejam envolvidos em nossos grupos e células, até que todos sejam como eu e conforme o nosso Curso Acerca da Visão e dos Moveres.

Porquanto há uma só Visão e uma só mediadora entre Deus e os homens, a nossa Visão e a freqüência às nossas campanhas e Fogueiras Santas; a qual, a Visão, tem o poder de fazer todos os homens ficarem ricos, e assim, darem mais para nós.


Para isto fui designado Profeta e Apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos crentes inseguros na fé e na verdade (melhor público alvo para nós!).

Quero, portanto, que os homens dêem muito, enquanto levantam as mãos nos cultos, ainda que com ira e animosidade.

Da mesma sorte, que as mulheres, em traje de peruas, se ataviem com opulência, com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, sem esquecer de darem esmolas para as creches fantasmas que criamos (como é próprio às mulheres que professam ser da Visão).

A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão, pois o que lhe cabe é contribuir; a menos que ela venha a tornar-se uma Bispa da Visão.

Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja; pois, por meio dele, pode-se ficar rico e poderoso.

É necessário, portanto, que o bispo seja malandro, safo, aparentando ser esposo de uma só mulher, destemperado, expansivo, capaz de se gabar da Visão, sem muita sensibilidade, apto para enganar; dado ao vinho pra esquentar antes de entrar no palco, violento se necessário, porém com cara de bonzinho; ainda que goste de contendas, seja avarento. É muito importante, todavia, manter as aparências, por isto, ele deve ser alguém que mostre governar bem a própria casa, criando os filhos na igreja e na Visão, com toda a aparência de coisa boa (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da minha igreja e da minha Visão?); que seja jovem a fim de impressionar, pois há grande poder na soberba de um jovem imaturo e cheio de cobiça conforme o espírito de nossa Visão.

Também é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora como comunicador e homem de marketing, a fim de dar volta até no diabo. Ou seja, Timmy: procuramos camelôs que percebam a vantagem da Visão!

Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a porta da Visão da Prosperidade.

Ora, em nossa conferencia da Visão determinamos expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, seguindo a Graça de Deus, a qual, não existe como eles falam, sendo apenas algo liberado por um Apóstolo credenciado por mim, o Pai da Visão. 


Eles agem assim pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem as correntes santas, as barganhas, o lucro vindo dos dízimos, coisas que Deus criou para nós, os da Visão; pois todo dinheiro é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, nem que antes se tenha dar uma lavada nele, porque, pelas nossas campanhas e projetos, até o dinheiro do tráfico é santificado.

Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro da Visão, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.

Mas rejeita as fábulas profanas e de gente que vem com aquela velha história da Graça de Deus. Exercita-te, pessoalmente, no orgulho, nas riquezas, na vida abastada e poderosa; pois, elas sim, têm grande proveito.

Pois o exercício na Palavra, como eles dizem, para pouco é proveitoso, mas as campanhas da Visão para tudo são proveitosas, porque tem a promessa da vida próspera aqui e agora.

Fiel é a Visão e digna de inteira aceitação.

A Prosperidade, a riqueza, os poderes humanos sejam contigo aqui e agora!

Eu, Paulinho, abençôo-te com a minha unção de nobreza, para que tua cara seja mais forte que o diamante, a fim de que, questionado, tu nunca desistas da Visão de Prosperidade e Riqueza que aprendeste de mim.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Interpretando o movimento gospel: A vida continua



Uma plataforma para a nova geração subir e fazer a história acontecer! É o que construiu o movimento gospel; deixando um legado a ser considerado pelos novos artistas cristãos.Algumas respostas possíveis são provocadas por sua força: 

Primeiro: negação. Alguns artistas insistem em negar a existência do movimento gospel (uma imbecilidade). 

Segundo: adesão. Desconsiderando os sinais para um novo rumo ou assumindo um ofício para repetição ou renovação, alguns entram na onda gospel pois convivem bem com a ambígua figura eclesiástica-artística, evangelística-teatral (uma eterna tensão e mistura das “montanhas”: religião justificando artes e entretenimento). 

Terceiro: crítica psicótica. A doentia opinião que vê o movimento gospel como uma grande conspiração religiosa, marqueteira e catequética de grande mal gosto (uma generalização que não corresponde a realidade, por isso o adjetivo “psicótico”). 

Quarto: interpretação histórica. É plausível considerar o movimento gospel como fenômeno preparatório para o que se constrói hoje em dia: uma música brasileira de raízes cristãs.

Digo que ele prepara para o que é feito hoje em dia – tempo de simultaneidades – por alguns motivos. Um deles: o artista está cada vez mais independente do pároco, o que não quer dizer separado, mas a figura do cantor vive de rendas provenientes de estruturas artísticas, ou melhor, de engrenagens estabelecidas pelas regras do entretenimento. Precisamos dizer que antes do movimento gospel não era assim; ou o músico “vendia a alma ao diabo” cantando qualquer coisa em barzinho ou vivia rodando igrejas recebendo ofertas. Cantores cristãos do seguimento religioso, sobrevivem da bilheteria de shows, de festas religiosas organizadas por igrejas e prefeituras, da venda dos discos e não mais precisam restringir suas apresentações às famosas “oportunidades” dentro da liturgia de culto. Sendo assim, é correto prever que ao ganhar independência financeira os artistas religiosos, antes amparados pela renda da igreja local, ganhem também mobilidade.Separando melhor o show do culto, o palco do púlpito, a tensão arte/religião continua apenas no nível das ideias, ou no plano da justificativa: pois o movimento gospel continuará a defender sua arte como objeto didático-evangelístico, embora na prática grande parte do seu repertorio já é para entretenimento. Embora legalmente, o novo texto da Rouanet considere a música gospel como manifestação cultural liberada para receber investimentos de empresários, desde que seja promovida por entidades profissionais do ramo artístico. Embora alguns continuem a negar tudo isso, embora… ah!

O Gospel é um movimento que influenciou definitivamente a trilha sonora da renovação carismática, unido – ao menos esteticamente – os dois ramos principais do cristianismo brasileiro: católicos e protestantes. A canção religiosa evangélica, a centenária música sacra, sofreu imensa transformação nesses últimos 40 anos descartando temáticas tão caras a ortodoxia cristã, mas amplificando outros que permanecem tanto para artistas bem sucedidos no processo quanto para aqueles que resolveram se abster do movimento, criando outro mais restrito às igrejas históricas e círculos avessos ao barulhão da mídia. Enfim, ninguém que é crente e artista pode ignorar as transformações desse fenômeno que misturou música, religião, templo, teatro e mercado.

Mas, há um passo importante a ser dado pela nova geração: assumir completamente sua vocação artística sem mais desculpas. Pois tanto o gospel quanto os críticos dele, andam desculpando sua arte. Quem pode dizer: sou artista e ponto? A nova geração. Essa mesma que reconhece a herança do movimento e se coloca como pós-movimento, inseridos completamente no universo das artes afim de cultivar um renascimento cultural tecido na Esperança – missionais sim, panfletários não. Quem pode interpretar a hinódia cristã anterior a marca gospel? Quem pode olhar para o movimento a partir de outra perspectiva? A nova geração que foi encontrada pelo Deus da história e anda fazendo arte na liberdade que existe Naquele que nos libertou para apenas ser.

Deixa estar.

Marcos Almeida para a Ultimato

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