sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sex-shop gospel - "Aí sim! Fomos surpreendidos novamente"!

Pois é meus amigos, depois da produtora pornô gospel, agora surge o sex-shop gospel, a loja de entretenimento adulto voltada para o povo crente. Isso mesmo! Não é uma "pegadinha do Mallandro"!

O portal O Galileu é quem trouxe a bomba da vez. Eis a matéria (como diz algumas pessoas amigas minhas: "Só Jesus na causa"):

A nova empreitada responsável pelo crescimento de dois sex shops online nos Estados Unidos é a prova de que no mercado erótico há espaço para todos. O site pioneiro Book22.com começou em 2008. A proprietária, Joy Wilson, disse em entrevista ao site religioso NPR.com que ao procurar alguns brinquedos pela internet para melhorar a vida entre quatro paredes com o seu marido, ambos se depararam com pura pornografia. Não era isso que procuravam: “Fiquei muito surpresa que era tão ruim”.

Por isso, ela resolveu começar seu próprio sex shop livre de pecados. O site comercializa livros, brinquedos e até mesmo conselhos sexuais e amorosos. O nome da loja faz referência ao Salmo 22 da Bíblia.

Preocupada em garantir a santidade dos produtos oferecidos, Joy faz questão de fazer sua parte: “Nós oramos por todos os produtos antes de adicioná-los ao site”. Ao que parece, a tática tem dado certo: “Ele (Jesus) realmente nos impressionou. Quase toda nossa página de 'pedidos especiais' está esgotada”. A especialidade envolve um “kit de aventura para o fim de semana” e um “kit sexy de velcro”.

A página inicial do site deixa claro a filosofia da loja: “Oferecemos ótimos preços em nossos brinquedos sexuais cristãos, sempre mantendo Jesus Cristo no centro de tudo”.

Na boa, não quero ser o puritano da vez, até porque, entendo que a vida sexual de um casal deve ser determinada por eles, em particular; o que fazem ou deixam de fazer, é problema de cada um. Evidentemente, a promiscuidade e as bizarrices devem ser evitadas e o casal cristão pode, e deve, desfrutar de uma sexualidade sadia e abençoada. Mas querer me apresentar um sex-shop gospel? Só a graça! Como diria o Zagallo:
 É desse jeito.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"O Pastor Herege" - A Polêmica Entrevista do Pr. Ricardo Gondim à Revista Carta Capital

Sempre admirei o Pr. Ricardo Gondim. Seus textos na Revista Ultimato e seus livros me pareciam muito pertinentes e corajosos. Mas de uns tempos para cá, suas idéias já não me pereciam mais tão atraentes. Gondim abraçou a teologia relacional (ou teísmo aberto), passando a ter uma visão nada ortodoxa da Pessoa de Deus.

Em cada um de seus textos, essa teologia que minimiza o poder de Deus se tornava cada vez mais evidente e, apesar de não vê-lo pregar, acredito que tais idéias também são transmitidas em seus sermões. O Pr. Gondim concedeu uma entrevista à revista Carta Capital, onde faz algumas afirmações pertinentes, mas também reafirma tal teologia e se mostra favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo, além de não considerar promiscuidade, a relação homossexual. Não é à toa que o título da entrevista é "O pastor herege".

Confira abaixo a entrevista (grifos meus): 

“Deus nos livre de um Brasil evangélico”. Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própriadecadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir:

CartaCapital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?
Ricardo Gondim: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.

CC: Como o senhor define esse perfil?
RG: extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhes assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.

CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?
RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o Presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.

CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?
RG: O movimento brasileiro é filho do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way life de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui leem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos, de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é a de que Deus abre portos de emprego para os fiéis. Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?

CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.
RG: Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, estão a minha mensagem está fragilizada.

CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?
RG: Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez mais dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.

CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
RG: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou com a heterossexualidade.

CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?
RG: Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.

CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.
RG: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.

Quando vejo a que ponto o intelectualizado Pr. Ricardo Gondim chegou, temo pela minha própria fé. Continuo crendo num Deus soberano sobre tudo e sobre todos; continuo descansando em Sua graça, mesmo diante de tantas coisas negativas que vivemos no mundo. Continuo vivendo sob a esperança que não falha, assim como disse Jó em meios às suas calamidades: "Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra" (Jó 19.25).

Morre no Texas o Rev. David Wilkerson

A CBN News noticiou (26/04/11 – 23:00hs no Brasil) que o Rev. David Wilkerson, morreu nesta quarta-feira em um acidente de carro, de acordo com uma fonte próxima à CBN News.

Wilkerson tinha 79 anos. A sua esposa Gwen também estava envolvida no acidente e foi levada para o hospital. Ele deixou 4 filhos e 11 netos.

Wilkerson foi o pastor fundador da Igreja de Times Square em Nova York (com mais de 8.000 membros) e presidente do “Desafio Jovem”, entidade destinada a recuperar drogados. Escritor de vários livros dentre eles A Cruz e o Punhal.

O Rev. David estava na estrada I 175 no Texas quando tentou uma ultrapassagem e teve seu carro atingido por uma carreta na direção oposta.

Seus sermões denunciando o mundanismo e as falsas manifestações espirituais na Igreja são famosos. Uma voz profética foi silenciada. Que o Senhor console a família a aos muitos que sentirão falta de suas palavras inspiradoras.

Abaixo você pode ouvir uma parte do sermão "Um chamado para a angústia", onde o Rev. Wilkerson faz pertinentes admoestações à Igreja contemporânea, além de desafiar a veracidade ou a edificação de certos moveres e fenômenos nas igrejas de hoje.
Se você quiser, nesse próximo vídeo se encontra a mensagem completa:
A despeito de sua morte, a voz profética do Rev. Wilkerson continuará viva.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sangue de João Paulo II Será Exposto e Venerado em Cerimônia de Beatificação


Essa eu vi no blog do Pr. Renato Vargens e trascrevo tal como se encontra o original (somente as ênfases são minhas). É lamentável como a ICAR conduz seus fiéis num caminho totalmente alheio àquele exposto nas Escrituras Sagradas do AT e NT. Leia o texto do Pr. Renato Vargens:

A Igreja Católica Romana afirmou que uma ampola com o sangue do papa João Paulo II será exposta aos fieis no dia da cerimônia de sua beatificação, que ocorrerá no próximo domingo, 1 de maio.   

O sangue foi extraído de Karol Wojtyla nos seus últimos dias de vida como provisão para eventuais transfusões que fossem necessárias. Como não houve necessidade de realizar o procedimento, a amostra ficou guardada em quatro recipientes.  Dois deles foram conservados no Hospital Menino Jesus pelas freiras da instituição, e os outros dois ficaram sob a responsabilidade do secretário particular de João Paulo II, o cardeal Stanislaw Dziwisz, atual arcebispo da Cracóvia.    

Serão expostos os exemplares que foram guardados no hospital. Um será colocado à veneração dos fieis e, depois, será conservada no Escritório de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, e o segundo será enviado ao Hospital Menino Jesus.

Segundo a Santa Sé, as amostras ainda estão em estado líquido porque foi usado um anticoagulante logo após a extração. A ampola será colocada em um relicário feito especialmente pelo Escritório de Celebrações Litúrgicas.    Antes da cerimônia que tornará o ex-Pontífice beato, no dia 29, seu corpo será exumado para permanecer até 1 de maio na Cripta Vaticana, diante do túmulo de São Pedro, em uma maca e coberto por um manto branco Após a exposição de seus restos mortais cobertos, o caixão de Wojtyla será transferido do cemitério papal, a Gruta do Vaticano, na Basília de São Pedro, para a Igreja de São Sebastião. O corpo será colocado em um vão fechado com uma lápide simples de mármore, com a escrita em latim: Beatus Ioannes Paulus II.    

O processo de beatificação ocorrerá em cinco etapas, que inclui uma vigília e a preparação para ela em 30 de abril; a celebração em si, que será presidida pelo papa Bento XVI na Praça São Pedro em 1 de maio; a exposição dos restos mortais do então novo beato no mesmo dia; a Missa de Agradecimento, na segunda-feira; e, enfim, o enterro do corpo de Wojtyla, que será a única cerimônia do processo que não será aberta ao público. 

Caro leitor, a  fé pregada pelo Catolicismo Romano é  absolutamente desconexa com o ensino bíblico. Para que você tenha idéia do que estou falando, o Brasil possui inúmeras romarias cujo propósito é a veneração dos chamados santos. Em cada uma destas procisões, milhares de pessoas seguem comovidamente a imagem de um santo qualquer na expectativa de que milagres aconteçam em suas pobres vidas.

Em Juazeiro do Norte-CE, acontecem pelo menos três grandes romarias. Na maior delas, a cidade recebe cerca de 550 mil romeiros. Bom Jesus da Lapa-BA, que também tem três festas por ano, recebe cerca de 600 mil romeiros na festa do Bom Jesus. Em Canindé-CE, aproximadamente 400 mil devotos comparecem à romaria. Em Trindade-GO, na festa do Divino Pai Eterno, as autoridades estimaram que 800 mil romeiros e visitantes estiveram na cidade (no ano 2000). Em Aparecida do Norte-SP, quase dois milhões de pessoas visitam a cidade durante o ano. Só em outubro, na festa da padroeira, 500 mil peregrinos chegam à cidade. Em Divina Pastora-SE, a romaria é concentrada em um só dia, quando a cidade recebe cerca de 80 mil pessoas. Em Belém-PA, durante o Círio de Nazaré, a capital paraense já chegou a receber meio milhão de romeiros. (A Pátria Para Cristo, Ano LV - Nº 220).

Ora, os motivos de idolatria são os mais curiosos: em uma cidade no Ceará o povo adorava um "santo" sem cabeça. É que construíram o corpo do "santo" lá em cima do morro, mas fizeram a cabeça na parte de baixo do morro. Como a cabeça ficou muito grande e pesada, não conseguiram transportá-la morro acima para colocá-la no corpo. Então, os mais acomodados adoravam a cabeça do santo aqui em baixo, enquanto os mais destemidos subiam o morro, fazendo o sacrifício, para adorar o corpo sem a cabeça. Em Trindade-GO, milhares de fiéis ficam horas em uma fila para a "beijança" - que é um ritual onde as pessoas beijam uma fita dependurada atrás do altar da igreja matriz. Em Carnaúba-RN, os crédulos adoram um galo feito de pedra. Em Santa Brígida-BA, o alvo da adoração e romaria não é sequer um "santo", mas um beato, falecido há alguns anos. Em Divina Pastora-SE, os romeiros caminham 40 quilômetros a pé para adorar a padroeira, beber cachaça e voltar para casa. Em Canindé-CE, os devotos carregam pedras enormes na cabeça. Em Juazeiro do Norte-CE, até chá feito com uma estátua do padre Cícero já tomaram! (A Pátria Para Cristo, Ano LV - Nº 220).

Por falar em Padre Cícero, todos os dias, chegam em Juazeiro do Norte no Ceará, dezenas de caravanas com devotos. Anualmente passam pela cidade milhares de romeiros com o fim de prestar adoração e louvor ao Padre Cícero Romão Batista. A imagem do santo é cultuada e venerada com fervor. Grandes procissões são realizadas na qual se faz presente a imagem do santo que é acompanhada por seus muitos fiéis, devotos e pagadores de promessas.

Caro leitor, as Escrituras Sagradas combatem a Idolatria. Em inúmeros textos o Senhor nos adverte que não devemos adorar outros deuses. Aliais, vamos combinar uma coisa? Essa história de veneração dos santos é absolutamente absurda, até porque, a Bíblia nos ensina que só existe um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus.

Infelizmente o Catolicismo Romano prega de forma velada uma fé politeísta e sincrética, onde santos e objetos são vistos com milagrosos. Isto posto, afirmo que, prostrar-se diante de imagens, seguir romarias, ou rogar aos diversos santos católicos que façam milagres, é além de anti-bíblico, herético, até porque, só existe um caminho para Deus e este é o unigênito do Altíssimo.

Pense nisso!

Renato Vargens

terça-feira, 26 de abril de 2011

É Proibido Pensar

Há algum tempo atrás, o cantor João Alexandre compôs uma música que incomodou muita gente, principalmente aqueles que que são adeptos de movimentos, digamos, estranhos às Escrituras e à boa teologia.

A canção chamada "E proibido pensar" traz uma reflexão apologética a respeito das práticas bizarras de inúmeros grupos evangélicos brasileiros: Teologia da prosperidade, insanidades místicas, jargões triunfalistas, judaisismo cristão e tantas outras coisas. Deus usou João Alexandre como uma voz profética (mais uma vez), para denunciar os usos e abusos que são praticados em nome da fé. 

Um anônimo elaborou um vídeo polêmico com a música de João, apontando alguns elementos que se encaixam com o que a letra diz. É bom frisarmos que, apesar de algumas referências serem bem claras, João não cita diretamente aqueles a quem o autor o vídeo reproduz.

Para quem não viu, eis o polêmico (e inteligente) vídeo:  
Agora, eis a letra da canção.


É PROIBIDO PENSAR (João Alexandre)

Procuro alguém pra resolver meu problema, pois não consigo me encaixar nesse esquema, são sempre variações do mesmo tema, meras repetições.

A extravagância vem de todos os lados, e faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pé, rompendo em fé dos cansados que ouvem suas canções...

Estar de bem com a vida é muito mais que renascer.
Deus já me deu Sua Palavra e é por ela que eu ainda guio meu viver!

Reconstruindo o que Jesus derrubou
Recosturando o véu que a cruz já rasgou
Ressuscitando a lei, pisando na graça, negociando com Deus!

No show da fé milagre é tão natural, que até pregar com a mesma voz é normal.
Nesse evangeliquês universal, se apossando dos céus

Estão distante do trono, caçadores de Deus ao som de um shofar.
É mais um ídolo importado dita as regras para nos escravizar

É proibido pensar!

Você pode ouvir uma entrevista com João Alexandre sobre a música aqui.

Movimento Cansei da Teologia da Prosperidade


Cansei de ouvir pregadores da prosperidade dizerem que precisamos decretar a nossa vitória e visualizar a nossa benção material;

Cansei de ouvir pregadores da prosperidade gritarem para Deus reivindicando suas petições;
Cansei de ouvir pregadores da prosperidade dizendo que “salário mínimo” não é coisa de crente;

Cansei dessa teologia que defende que o crente deve morar em mansão, ter carrões, muito dinheiro e nunca ficar doente.

Cansei dessa teologia que valoriza mais as coisas terrenas do que aquelas que são do céu;

Cansei dessa teologia da barganha com Deus, onde você contribui e Ele devolve com juros, correção monetária e muito lucro;

Cansei dessa teologia de fé na fé;

Cansei dessa teologia que ama mais o dinheiro que o próximo;

Cansei dessa teologia consumista, utilitarista e que trata Deus como o Papai Noel;

Cansei dessa teologia da ganância, cujo principal objetivo é fazer com que as pessoas atinjam a independência financeira;

Cansei dessa teologia da auto-ajuda, auto-estima e auto-aceitação;

Cansei dessa teologia que argumenta que Jesus nunca foi pobre;

Cansei dessa teologia que tem criado uma geração de decepcionados nas igrejas;

Cansei da teologia da prosperidade pois a Bíblia diz: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam" (Mt 6.19,20).

Cansei, não da prosperidade - que é dádiva de Deus, mas da teologia que faz dela o principal foco da vida cristã, em detrimento da salvação e das bençãos espirituais.


Se você também já cansou de tudo isso, demonstre sua indignação.



Vi no www.presbiterianoscalvinistas.blogspot.com

segunda-feira, 25 de abril de 2011

E Você Que Pensava Que Essa Modinha Já Tinha Passado...

Sei que este post vai gerar ira em alguns irmãos, mas, francamente, não dá mais para engolir esse "movimento": Cai-cai, sopros, risadinhas ungidas, etc.
Veja do que eu estou falando:
Como harmonizar este tipo de prática com o ensino das Escrituras? Creio piamente na ação do Espírito Santo trazendo edificação sobre a Igreja, mas isso não preenche os requisitos bíblicos sobre essa ação.


Se você acha que eu peguei pesado, veja o que aqui o Genizah escreveu sobre isso.
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